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Ounahi, um fenómeno 4x4
Ounahi. Em 2022, é uma das figuras maiores da seleção marroquina que termina no 4.º lugar, depois de eliminada pela França e de ultrapassar Portugal nos quartos. Azzedine era 8, estrangulava a fase de criação dos rivais e acelerava veloz para o ataque. Quatro anos depois, é um 10, não daqueles mágicos que nos faziam sonhar quando éramos simples imitadores, mas um terceiro médio, a organizar e distribuir mais à frente, mais perto dos avançados ou então a partir dos flancos, sobretudo da direita, e ajudar também na distribuição de tarefas defensivas na zona intermediária. De tração 4x4. É ele quem devolve o rumo aos 'Leões do Atlas' diante de um Canadá em versão 'gegenpressing' — ou o treinador Jesse Marsch não tivesse passado pela 'escola' Red Bull — bem diferente do que derrotaram na Arábia, não só com dois golos fundamentais, mas também ao dizer 'presente', tornando-se porto de abrigo. Depois, faz tudo com naturalidade, com aquele futebol de rua, com ginga sul-americana, que ainda mais o ilumina nos grandes jogos.
A grande questão de Ounahi é que só o vemos de 4 em 4 anos (4x4). Não porque ande por ligas menos mediáticas, mas porque não se afirma em contexto que não a seleção e torneios curtos.
A 17 de dezembro de 2022, Ounahi participa, como suplente utilizado na derrota com a Croácia a contar para o 3.º e 4.º lugares. Pouco mais de um mês depois, a 29 de janeiro de 2023, transfere-se do Angers para o Marselha. Em setembro de 2024, é cedido ao Panathinaikos. E em agosto de 2025, o Girona contrata-o por €6M, menos dois do que o OM tinha gastado na sua aquisição. São 3 golos e 1 assistência em 44 jogos em França, 5 e 7 em 37 na Grécia e 5 e 3 em 23 em Espanha. Mas sem aquele brilho dos predestinados. Aos 26 anos, está no seu 'prime'. Um sério caso de estudo.
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