Mundial
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Não deixem cair Kane e a Inglaterra
É sempre o nome que cai. Lembrei-me disso quando ontem elegíamos a equipa da primeira jornada do Mundial. Não tem a aura de Mbappé e Haaland, e ainda menos a ainda mais ofuscante de Messi, e por isso ainda que alguém tenha dito 'o Kane também podia entrar aí' (e não fui eu, confesso) na verdade voltou a ficar de fora.
O bom do Harry Kane fez uma temporada incrível, não sei se a melhor, mas sem dúvida uma das melhores da carreira. Num Bayern que falhou a conquista continental, mas chegou a ameaçá-la ao ponto de estar entre os três (ou mesmo dois) mais fortes candidatos, marcou 61 golos em 51 encontros, somando apenas sete assistências é certo, mas ligando inúmeros ataques sempre que baixava até ao meio-campo ou para lá dele, passando em segundos de 'wide receiver' a 'quarterback', se não nos importarmos de por momentos confundir os dois 'futebóis'. E não foi só. Houve muito que ofereceu aos bávaros no momento defensivo, não se preocupando com a eventualidade de lhe faltar energia para o resto. Para a sua profissão de matador.
É por Harry, mas também pelo resto da seleção da Inglaterra, que possui um dos melhores plantéis de todo o Mundial e que há muito ameaça voltar a levar um grande caneco para casa — 4.º no Mundial 2018, vice-campeão europeu em 2020 e 2024 —, ao que se junta uma ideia e organização a partir do banco, pela mente do alemão Thomas Tuchel, que não podemos retirar do lote de favoritos a equipa dos Três Leões. Quem tem Kane, mas também Bellingham, Rice, Anderson, Gordon, Saka e Rashford, tem meio caminho andado para ganhar quase todos os jogos.