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A melhor raposa do deserto
Aguentei-me brilhantemente acordado durante o Jordânia-Argélia. Não porque estava empolgado com o embate, mas porque há um menino de 20 anos no meio-campo dos 'Fennecs' de que gosto particularmente. Chama-se Ibrahim Maza e começou a afirmar-se na última temporada no Bayer Leverkusen. É um jogador especial e muito iremos ouvir falar dele num futuro próximo. Maza, soube depois, foi eleito pela FIFA como o melhor jogador em campo. Algo que parecia claro à primeira vista, mesmo com todo o peso do sono, mas nunca se sabe quando a decisão vem do próprio organismo.
Os números, obviamente, impressionam, sobretudo aqueles que mal o conhecem. Foi aquele que mais toques deu na grande área contrária (6), mais remates fez (4) e mais dribles com sucesso conseguiu (5).
Ganhou metade dos 16 duelos junto à relva, porém todos os que disputou no ar, do alto dos seus 1,80 metros de altura, foram seus. Somou ainda oito passes no último terço, num total de 80% de acerto. Liguem ou não a estatísticas, Maza é brilhante com a bola nos pés, sobretudo quando a cola ao direito. Está em constante movimento, é arrogante diante da pressão e muito veloz na execução. Além disso, tem 'chegada' e definição no último momento, com golos e assistências. Mesmo que parta de um duplo-pivot. É a melhor e mais sagaz raposa do deserto. Aos 20 anos. Num mundo que continua a duvidar da força da juventude.
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