Vitinha, Figura do Ano para A BOLA, acredita no crescimento do jovem internacional, muitas vezes comparado a si próprio

«Se Mateus Mide chegar à Seleção e eu estiver lá irei recebê-lo de braços abertos»

Vitinha sente-se orgulhoso por ele próprio, aos 25 anos, já ser uma referência para os mais novos. Já falou com o campeão do mundo sub-17 e aconselha-o a seguir o seu caminho como até aqui

— Mateus Mide foi eleito melhor jogador do Mundial Sub-17 e é muitas vezes comparado a si. O pai até disse que ele não se importava nada com isso porque tem no seu jogo caraterísticas parecidas. Já falou com ele? Revê-se de certa forma na forma dele jogar?

— Já falei com ele, sim. Já me tinha chegado aos ouvidos que gostava muito de mim também. Em termos físicos, é parecido. O cabelo, a barba, o usar fita. É das coisas que me deixa mais orgulhoso. Que os mais miúdos agora olhem para jogadores como eu como referência, da mesma forma que eu olhava para outros como referência, como Modric, Kimmich, Iniesta, etc. Ter agora alguns jogadores em que já sou eu a referência é muito bom. Falei com ele porque também tem o mesmo representante. A pessoa que está com ele, mais perto dele, era também a pessoa que estava comigo. E então já tivemos a oportunidade de falar e fiquei superfeliz que ele tenha sido o melhor do Mundial, que tenham ganho e espero que continue assim.

— Nesse sentido, qualquer dia teremos dois ‘Vitinhas’ na Seleção…

— Quem sabe, quem sabe. Ele que continue o seu caminho, o seu progresso e, se chegar lá, espero estar lá também primeiro, porque nada é garantido, e irei recebê-lo de braços abertos.

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