'Ruído' sobre futuro de Mourinho não entra no balneário do Benfica
Do estrangeiro chegaram ontem notícias dando conta de provável saída de José Mourinho após o Mundial-2026, ocupando o lugar de selecionador nacional, que pertence a Roberto Martínez, e de eventual entrada de Ruben Amorim para a liderança técnica do Benfica.
As informações avançadas, e amplificadas por artigo da ESPN intitulado 'Caos, prepare-se para o carrossel de treinadores em 2026', não são novas e não são objetivas, obedecem a um exercício especulativo, que no caso particular do Benfica não corresponde a uma realidade palpável.
O treinador dos encarnados tem mais um ano de contrato, mas há também cláusulas dos dois lados, Benfica e Mourinho, que permitem a separação. Esta é a situação objetiva, a outra realidade conhecida, face às informações recolhidas por A BOLA, indica que o futuro de José Mourinho não entra no balneário dos encarnados, blindado pelo próprio técnico, que pretende estar exclusivamente concentrado no presente e futuro próximo dos encarnados e com tudo o que tem a ver com Santa Clara, adversário que se segue, compromisso agendado para sexta-feira e que é de grande importância para a vida das águias na Liga.
O treinador português de 63 anos, refira-se ainda, nem sequer tem sido somente associado à Seleção de Portugal. De Espanha há muito que chegam informações no sentido de que o próximo treindor do Real Madrid dá pelo nome de... Mourinho. E, neste caso, sim, a amizade e o respeito de Florentino Pérez, presidente dos merengues, pelo treinador do Benfica colocam Mourinho num plano que deve ser levado muito a sério.
O futuro do técnico, todavia, não entra no balneário do Benfica e há inclusivamente uma ordem interna para que não se olhe, pense ou fale da próxima temporada, com o objetivo de não dispersar atenções e energia.
Os encarnados, mesmo antes de recuperaram pontos a FC Porto e Sporting, mesmo antes do milagre com o Real Madrid que manteve viva a chama europeia da UEFA Champions League, nunca abandonaram a temporada 2025/26, dado que a classificação no campeonato é vital para a próxima temporada.
Ser primeiro seria um luxo, tal a distância para FC Porto (7 pontos) e Sporting (3 pontos), mas ser segundo é poder pensar em chegar uma vez mais à fase de liga da Champions e aos milhões reservados para a competição. Ser terceiro é saber que haverá uma Liga Europa para disputar e um cinto mais apertado em função da redução de entrada de dinheiro da UEFA.
A blindagem que Mourinho ergueu no centro de estágio do Seixal não é, todavia, exclusivamente dedicada ao treinador, pois outras figuras do futebol profissional benfiquista poderão lidar, por esta altura, ou mais à frente, com tentações de mercado.
Pavlidis, logo à cabeça, pelos golos e exibições, já está na agenda de clubes importantes — no último verão chegou à Luz, de acordo com Nuno Catarino, CFO da Benfica, SAD, oferta superior a €50 milhões para o grego, que as águias não consideraram.
Trubin, que está na moda depois do golo ao Real Madrid, mas também por uma época superior às anteriores, Schjelderup e Tomás Araújo são outros nomes de interesse e que terão de manter o futuro no congelador.
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