Figura do Ano para A BOLA, médio acredita que pode gerir mais o ritmo da equipa das quinas

«Tudo farei para que o Vitinha da Seleção seja o mesmo do PSG»

Médio aposta na conquista do Campeonato do Mundo, diz que é o momento certo e está ansioso para que comece

— O Vitinha tem ganho também na Seleção um papel preponderante. A Liga das Nações em 2025 provou que Portugal pode ganhar aos maiores e ser campeão do mundo?

— Claro que sim. Não precisávamos da Liga das Nações para acreditar que podemos ganhar às melhores seleções do mundo. Já acreditávamos e acreditamos. Agora, bem sabemos que uma conquista de um troféu dá ainda mais confiança, é uma maior afirmação perante as outras seleções também. Estamos aí preparadíssimos e ansiosos para que chegue o Mundial.

— Tem algum lugar especial a Liga das Nações no seu coração?

— Claro que sim. Um troféu com a Seleção, não é? Não são todos os internacionais que conseguem dizer que o conseguiram. E eu, felizmente, nesta idade, já o consegui. Agora, tenho muito mais para conquistar, mas um pelo menos já está.

— É possível ver aquela dinâmica do PSG, aquela de que estivemos a falar, na Seleção, mesmo com jogadores diferentes, como Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva, que são diferentes dos que tem ao seu lado em Paris?

— Sim, sim. Jogadores diferentes. Com qualidades fenomenais, tanto no PSG como na Seleção, mas diferentes. Não tenho dúvidas de que é possível adaptar essa dinâmica, juntar a outras dinâmicas que também já existem noutros clubes, com outros jogadores que estão na Seleção. É sempre de se aproveitar.

Vitinha, Figura do Ano de A BOLA, com o respetivo troféu - Foto: André Carvalho
Vitinha, Figura do Ano de A BOLA, com o respetivo troféu - Foto: André Carvalho

— Já vemos um Portugal ao ritmo de Vitinha? Ou vamos ter de esperar mais algum tempo?

— Boa pergunta. É sempre diferente o contexto do PSG do da Seleção. Provavelmente, vai ser difícil. Ou é diferente e difícil que seja tanto como é no PSG, mas tudo faço para que o seja na Seleção também. Porque beneficia a equipa e só por isso.

Temos tudo para que 2026 seja o momento de Portugal ser campeão do mundo

— A crítica tem sido um bocadinho agressiva na questão do ataque posicional da Seleção, com as dificuldades diante de blocos baixos. Os portugueses podem ficar descansados de que há um plano para resolver esse problema a caminho?

— Queremos sempre ganhar. Não estamos a guardar nenhuma arma secreta para ganhar todos os jogos mais à frente. A verdade é que quando às vezes defrontamos blocos baixos temos dificuldades. É difícil, as equipas defendem bem, posicionam-se muito bem e sabem defender. E sabem também a Seleção que têm do outro lado. Por isso, é que assim o fazem. Para nós, complica-nos a tarefa, mas temos as nossas armas para derrubar esses blocos baixos e vamos tentar fazê-lo quando surgirem.

— Não é algo que seja fácil de trabalhar no contexto de Seleção, não é?

— Sim, o pouco tempo que temos na Seleção dificulta-o. Poucas dinâmicas. Já sabemos que é difícil, mas não é desculpa e temos de o conseguir.

Vitinha, Figura do Ano de A BOLA, entrevistado por Luís Mateus -  Foto: André Carvalho
Vitinha, Figura do Ano de A BOLA, entrevistado por Luís Mateus - Foto: André Carvalho

— Um desejo para 2026…

— Ganhar o Mundial!

— A todo o custo?

— A todo o custo, não. Não vale tudo. Mas sim.

— É agora o momento?

— Tem tudo para ser o momento. Vamos fazer de tudo para que seja o momento, mas é como diz o mister Luis Enrique: ‘Se não der, a vida continua.’ Agora, vamos deixar lá tudo em campo.

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