Alisson Santos a celebrar o seu primeiro golo pelo Nápoles
Alisson Santos a celebrar o seu primeiro golo pelo Nápoles - Foto: IMAGO

Italianos encantados com Alisson: «A energia que veio do Brasil via Portugal»

Brasileiro estreou-se a marcar pelo Nápoles e logo para evitar a derrota caseira diante da Roma, merecendo vários elogios de Conte no final da partida, mas também dos adeptos e imprensa

Alisson Santos, reforço de inverno, revelou-se um verdadeiro trunfo para o Nápoles, garantindo um precioso empate que mantém a equipa na luta pelo terceiro lugar e prolonga a série de invencibilidade no Estádio Diego Armando Maradona. O jogador, que «chegou do Brasil via Portugal», trouxe uma «nova energia» e «foi fundamental para a equipa não ceder», lutando até à última gota de suor, algo que vinha a mostrar nos seus últimos jogos pelo Sporting, refere o Corriere dello Sport.

Numa exibição de 20 minutos eletrizantes contra a aguerrida Roma de Gasperini, Alisson Santos «demonstrou o seu valor com acelerações, dribles, assistências e um golo, galvanizando os adeptos». A sua entrada em campo «foi um dos poucos pontos positivos para uma equipa que tem lutado contra a perda de confiança e identidade», especialmente na ausência de quatro pilares: McTominay, Anguissa, Di Lorenzo e Neres. Sem eles, o Nápoles «perdeu força no meio-campo, segurança no seu historicamente forte flanco direito e imprevisibilidade no ataque».

Depois de fazer dois golos no seu primeiro jogo-treino pelos napolitanos e de até marcar na disputa de penáltis nos quartos de final da Taça de Itália com o Como (foram eliminados), Alisson somou o seu segundo jogo oficial em Itália e estreou-se mesmo a marcar, num momento importante. No final da partida, o extremo brasileiro recebeu vários elogios de Antonio Conte, mas também dos adeptos e da imprensa italiana, rendidos à chegada do ex-União de Leiria.

Apesar das adversidades, a equipa demonstrou garra e caráter, atitude que lhe valeu o apoio incondicional dos adeptos, que os aplaudiram com uma enorme tarja por honrarem a camisola e a cidade. O percurso do Nápoles tem sido marcado por inúmeros obstáculos, com as lesões a condicionarem fortemente a época. Em sete meses, a equipa nunca conseguiu apresentar o plantel completo, um ritmo insustentável para um grupo construído para lutar em todas as frentes. A mais recente baixa foi a de Rrahmani, que se lesionou ao cometer um penálti.

Com 13 jogos por disputar até ao final da temporada — 7 em casa e 6 fora — o calendário parece acessível. Os desafios teoricamente mais complicados serão as receções a Milan, Lazio e Bolonha, e as deslocações aos terrenos da Atalanta e do Como. O único objetivo que resta é a qualificação para a Champions, da qual já foram eliminados na fase de liga, vital para as finanças do clube, ainda que possa parecer pouco ambicioso para um plantel que partiu com outras aspirações.

O treinador Conte aguarda com expectativa o regresso de vários jogadores lesionados. Gilmour já somou alguns minutos após três meses de ausência, e espera-se o regresso iminente de Anguissa, bem como de De Bruyne, Neres e Di Lorenzo. Embora a época do centenário não tenha trazido o presente que os adeptos sonhavam, Conte recorda que a conquista da Supertaça significa que a temporada não terminará sem títulos. No futuro, será crucial uma análise lúcida para evitar que a praga de lesões deste ano se repita.