Esgotaram em 3 dias: vila olímpica atravessa 'crise' de... preservativos
Uma semana depois do arranque oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, o stock de 10 mil preservativos disponibilizados gratuitamente aos atletas já se encontra... esgotado, com a organização a prometer um reforço que ainda não tem data.
Apesar de ainda faltar mais de uma semana de competição até à cerimónia de encerramento, agendada para 22 de fevereiro, os organizadores do evento enfrentam uma inesperada escassez. Os milhares de contracetivos, distribuídos - seguindo uma tradição iniciada nos Jogos de Seul em 1988 - foram consumidos em apenas três dias.
A causa da rutura de stock parece estar mais relacionada com a quantidade inicial, considerada insuficiente, do que com a atividade sexual dos atletas. O número disponibilizado em Milão-Cortina é significativamente inferior ao de edições anteriores. A título de comparação, nos Jogos de Verão de Paris 2024, foram fornecidos mais de 200 mil preservativos. Já no Rio de Janeiro, em 2016, o número atingiu os 450 mil, o que correspondia a uma média de 42 por atleta.
Mesmo em edições mais recentes e com restrições, os números foram superiores. Nos Jogos de Inverno de Pyeongchang, em 2018, distribuíram-se 110 mil unidades. Em Tóquio 2021, evento realizado à porta fechada devido à pandemia de Covid-19 e onde as relações sexuais eram desaconselhadas, foram disponibilizados 160 mil preservativos. Com 10 mil unidades para 2900 atletas, o rácio nos atuais Jogos é de pouco mais de três por pessoa, doze vezes inferior ao dos Jogos do Rio.
Um ambiente que favorece... a descompressão
O ambiente olímpico é frequentemente descrito como propício a relações íntimas, servindo como uma forma de libertar a pressão após anos de treino intenso. Em 2021, a antiga atleta alemã Susen Tiedtke explicou este fenómeno ao jornal Bild.
«Os atletas estão no auge da sua forma física nos Jogos Olímpicos. Assim que a competição termina, precisam de descontrair. As festas sucedem-se, o álcool entra em jogo. Há também quem procure ativamente ter relações sexuais. Por vezes, é difícil dormir porque se ouve a atividade nos quartos vizinhos», contou a vice-campeã mundial de salto em comprimento em pista coberta de 1993.