Pedro Gonçalves, mesmo após longa paragem por lesão, continua a ser o segundo melhor marcador da equipa - Foto: IMAGO
Pedro Gonçalves, mesmo após longa paragem por lesão, continua a ser o segundo melhor marcador da equipa - Foto: IMAGO

Nem Faye, nem Nel... Sporting mete as 'fichas' noutro goleador

Após clássico discreto, Pedro Gonçalves é a principal esperança ofensiva para suprir falta de Luis Suárez. Segundo melhor marcador da equipa (com muitos menos jogos) atrás do... colombiano. Vai recuperar posição na esquerda e será ele e mais dez com o Famalicão!

Pedro Gonçalves reencontra no domingo um adversário que lhe diz muito. Foi em Vila Nova de Famalicão que o atual número 8 do Sporting se apresentou ao futebol português, onde ganhou dimensão competitiva e abriu a porta à transferência para Alvalade, em 2020/2021. Cinco épocas e meia depois, este novo reencontro faz-se em circunstâncias especiais: os leões recebem os minhotos privados da principal referência ofensiva, Luis Suárez, e a responsabilidade de dar música ao ataque recai, mais do que nunca, sobre Pedro Gonçalves.

A temporada tem sido vivida a diferentes velocidades para o internacional português. Entre lesões, adaptações posicionais e a concorrência interna, o rendimento nem sempre teve a regularidade de outros tempos. A exibição no Dragão, frente ao FC Porto, acabou por espelhar esse momento mais cinzento, com pouca influência no jogo e reduzida capacidade de desequilíbrio. Ainda assim, os números mantêm o médio transformado em avançado entre os mais produtivos do plantel: em apenas 24 partidas soma 11 golos e seis assistências, sendo o segundo melhor marcador da equipa, precisamente atrás de Suárez. Estatísticas que ajudam a perceber o motivo pelo qual, mesmo num período menos exuberante, continua a ser visto como um dos homens-chave para desbloquear defesas.

Rui Borges com motivos para sorrir: Pedro Gonçalves a 100 por cento - Foto: SPORTING CP
Rui Borges mantém plena confiança em Pedro Gonçalves - Foto: SPORTING CP

CONFIANÇA DE RUI BORGES

Depois do duelo europeu, para a Champions, em Bilbao, Rui Borges foi claro ao sublinhar o peso do camisola 8 na dinâmica coletiva. «O Pote é claramente diferenciado, com ele a música é outra», atirou o treinador, entre sorrisos, numa frase que diz muito sobre a confiança que deposita no jogador.

Pedro Gonçalves assume a titularidade no ataque a jogar a partir da esquerda - Foto: IMAGO
Pedro Gonçalves volta a jogar a partir da esquerda - Foto: IMAGO

Essa confiança traduz-se de forma simples com o Famalicão: com Pedro Gonçalves e mais dez no onze. O treinador, de resto, tem transmitido essa confiança ao jogador, que tem em mente uma segunda metade de campeonato num nível superior. Não só em termos coletivos, de forma a ajudar a equipa num desejado tricampeonato, mas também no capítulo individual, pois Pedro Gonçalves tem como objetivo estar entre os eleitos para o Mundial.

REGRESSA À ESQUERDA

Depois da experiência em colocar Pedro Gonçalves no corredor central e Trincão pela esquerda no Dragão, Rui Borges deverá voltar à fórmula inicial, invertendo as posições desta dupla. Pote irá recuperar a posição pelo corredor canhoto, onde se tem notabilizado nas últimas temporadas e apresentado maior rendimento e Trincão mais perto do avançado de referência que, à partida, tal como A BOLA há muito adiantou, deverá ser ocupado por... Faye, reforço senegalês que será adaptado numa posição mais central do ataque.

Pedro Gonçalves, por sua vez, terá a missão não só de manobrar a estratégia ofensiva como também de assumir o papel de... goleador, que, de resto, bem conhece. Basta olhar para os números impressionantes desde que chegou a Alvalade: contas feitas, 93 golos em 222 jogos oficiais nos leões. Um registo só ao alcance de um avançado de... topo!

Pedro Gonçalves reencontra clube onde se deu a conhecer em Portugal - LUSA

ADVERSÁRIO ESPECIAL

Após uma passagem discreta por Inglaterra, no Wolverhampton, Pedro Gonçalves voltou a Portugal em 2019/2020 pelas portas do Famalicão. Foi no emblema minhoto que ganhou notoriedade na Liga, logo com uma época de estreia auspiciosa: sete golos e outras tantas assistências em 40 jogos, atuando numa posição central, a médio. Números que despertaram o interesse dos leões, que o recrutaram na época seguinte. Em Alvalade, transformou-se num goleador de eleição a vestir de verde e branco e em zonas mais adiantadas do terreno