Messi festeja com Neymar depois da remontada épica frente ao PSG, em 2017
Messi festeja com Neymar depois da remontada épica frente ao PSG, em 2017

Umtiti recorda passagem pelo Barça: «Messi e Suárez sabiam que iam destruir o PSG»

Ex-central do Barcelona lembra remontada épica frente aos parisienses, em 2017, destacando jogadores como Messi, Iniesta e Piqué

Samuel Umtiti, antigo defesa-central do Barcelona, partilhou memórias da sua passagem pelo clube catalão no podcast The Elevate House, destacando a confiança de Messi e Suárez antes da histórica reviravolta contra o PSG, em 2017, além da humildade de um balneário recheado de estrelas.

O internacional francês recordou a sua chegada a uma equipa que tinha acabado de conquistar LaLiga, Taça do Rei e UEFA Champions League, mostrando-se surpreendido com a simplicidade dos jogadores mais influentes. «Tinham ganho tudo e, mesmo assim, eram pessoas que vinham falar contigo sobre tudo e sobre nada. Senti-me em casa desde o primeiro dia», afirmou, sublinhando que a integração dos novos jogadores por parte de figuras como Iniesta, Busquets, Neymar e até Leo Messi, que era «a força do clube».

O momento mais marcante da sua passagem pela Catalunha foi, sem dúvida, a remontada nos oitavos de final da Champions League frente ao PSG, que terminou com um 6-1 após uma derrota por 4-0 em Paris. Umtiti revelou a mentalidade vencedora que se vivia no balneário: «Antes do jogo, Messi e Suárez sabiam que iam destruir o PSG».

A conversa dedicou um longo capítulo a Lionel Messi, que Umtiti descreveu como único. «Só há um, é o Leo. A todos os níveis», disse, enaltecendo a sua capacidade para decidir jogos sozinho. «Ele, por si só, é capaz de ganhar um jogo e muito poucos conseguem fazer isso». O francês destacou ainda a ambição insaciável do argentino: «Se ganhássemos por 4-0 e ele não marcasse, não ficava contente. Na sua cabeça era claro: tinha de marcar sempre. Essa é a marca dos grandes».

Umtiti descreveu Messi como «um assassino em frente à baliza», elogiando a sua inteligência em campo. «Sabia exatamente quando acelerar e quando acalmar o jogo. Está sempre a olhar para a esquerda e para a direita, para o posicionamento de todos. Tem sempre um tempo de avanço». Defensivamente, admitiu a dificuldade em pará-lo: «Não há receita para defender o Leo, é imprevisível».

Sobre Andrés Iniesta, o defesa foi igualmente elogioso: «Humanamente, é do melhor. Percebes que, mesmo tendo ganho tudo, não serve de nada achares-te superior».

Gerard Piqué, seu parceiro no eixo da defesa, foi definido como «um dos melhores defesas» com quem jogou. Umtiti revelou, entre risos, que o catalão «não era o mais trabalhador, porque atleticamente já estava pronto, mas tinha uma leitura de jogo incrível». A sua ambição também o surpreendeu: «Estávamos a ganhar por 3 ou 4 a 0 e ele queria sempre subir para marcar o seu golo».

Para além dos colegas, Umtiti elogiou a filosofia do clube, que permitia aos jogadores uma concentração total no futebol. «No Barça, o jogador só se ocupa do futebol. Tudo o resto é gerido e isso permite que estejas concentrado». O francês destacou ainda a forma como os jogos eram preparados, sem estágio no dia anterior, uma prática que já não se verifica. «Chegavas duas horas antes ao estádio. Responsabilizam-te, tratam-te como um profissional», concluiu.