Vem aí um rio atmosférico: Proteção Civil alerta para chuva forte e cheias
A Proteção Civil mantém o alerta máximo devido à previsão de chuva intensa, vento forte e agitação marítima, afetando principalmente o litoral norte e centro de Portugal, que enfrenta a chegada de um novo rio atmosférico. O comandante nacional, Mário Silvestre, afirmou na conferência diária em Carnaxide, que as rajadas poderão atingir os 75 km/h.
Face ao cenário meteorológico, existe um risco «significativo» de inundações nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, já sobrecarregados pela chuva dos últimos dias. O perigo, embora de menor intensidade, estende-se também aos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.
Mário Silvestre alertou para a elevada precipitação esperada, que poderá originar novas cheias, sobretudo nas regiões do norte e centro. «A previsão de precipitação para estas bacias é bastante elevada para o dia de amanhã, podendo haver, nomeadamente no Vouga, no Águeda, no Lima, no Rio Minho e no Cávado, situações que poderão causar inundações», detalhou o responsável, apelando a uma «especial atenção» por parte das populações afetadas.
Estão ativos 11 planos distritais e 124 planos municipais de emergência, com 19 municípios em estado de alerta. O plano especial para as cheias da Bacia do Tejo permanece no nível máximo, o vermelho.
Desde o início do mau tempo, a Proteção Civil já contabilizou 11.957 ocorrências, que mobilizaram 42.135 operacionais e 16.664 meios terrestres. As principais consequências têm sido quedas de árvores, inundações, deslizamentos de terras e colapsos de infraestruturas, resultando em estradas intransitáveis e localidades isoladas.
Apesar da gravidade da situação, o comandante nacional referiu que a noite passada «foi tranquila», com apenas 54 ocorrências registadas, o que indica um «cenário de estabilidade» momentâneo.