André Villas-Boas e José Pereira da Costa, o homem das contas da SAD - Foto: FC PORTO
André Villas-Boas e José Pereira da Costa, o homem das contas da SAD - Foto: FC PORTO

Villas-Boas destaca «gestão renovada» e «rigor» nas contas do FC Porto: «Recuperação está em marcha»

Na mensagem que acompanha o relatório do 1.º semestre de 2025/26, o presidente do FC Porto sublinha a capacidade do clube em gerar lucro (1,9 M€) e reduzir dívida mesmo fora da Liga dos Campeões. O dirigente enfatiza o sucesso comercial e a amortização antecipada de direitos televisivos.

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, reagiu esta quarta-feira com otimismo aos resultados consolidados da SAD relativos aos primeiros seis meses da época 2025/26. Numa mensagem dirigida aos acionistas e ao mercado, o líder portista defende que os números apresentados são a prova de uma «gestão renovada», capaz de aliar a exigência desportiva à disciplina orçamental.

Num semestre em que a SAD apresentou um resultado líquido positivo de 1,9 milhões de euros e uma redução da dívida líquida em 46,4 milhões, Villas-Boas considera que este período «confirmou a capacidade do FC Porto para responder com determinação, equilíbrio e competência às exigências crescentes do contexto em que atua, quer no campo desportivo quer na componente financeira».

Sinal para os mercados

Para o presidente dos dragões, este relatório de contas vai além dos números, serve para consolidar a reputação da instituição. Segundo Villas-Boas, o clube está a reforçar a sua «ambição competitiva», ao mesmo tempo que demonstra «aos mercados os resultados de uma gestão renovada, assente em princípios de rigor e responsabilidade.»

Do ponto de vista económico-financeiro, os resultados refletem uma trajetória de consolidação e recuperação sustentável tendente a ter uma exploração económica equilibrada

«Do ponto de vista económico-financeiro, os resultados refletem uma trajetória de consolidação e recuperação sustentável tendente a ter uma exploração económica equilibrada», escreve o dirigente, sublinhando a inversão de ciclo nas contas do clube.

Aposta nos sócios e o pagamento dos direitos TV

O presidente enaltece o «aumento das receitas operacionais», apontando como fatores críticos o «aumento contínuo do número de sócios» e a «venda integral de Lugares Anuais», que, segundo o mesmo, «alimentam fundadas expectativas» para o futuro.

No plano da engenharia financeira, Villas-Boas destaca uma manobra decisiva: «A redução dos encargos financeiros, fruto das operações de refinanciamento da dívida.» O dirigente revela um dado importante sobre a gestão do passivo, enfatizando a «amortização quase total da operação de antecipação dos direitos televisivos.»

Foi esta poupança nos encargos financeiros e o sucesso nas transações de jogadores que «permitiram compensar o aumento de custos resultante do investimento na equipa principal de futebol», garantindo assim que o clube se mantém competitivo em campo sem derrapar nas contas.

A mensagem de Villas-Boas
O primeiro semestre do exercício 2025/26, que corresponde à primeira metade da época desportiva em curso, confirmou a capacidade do FC Porto para responder com determinação, equilíbrio e competência às exigências crescentes do contexto em que atua, quer no campo desportivo quer na componente financeira. O Clube consolidou a sua reputação, reforçando a sua ambição competitiva e demonstrando aos mercados os resultados de uma gestão renovada, assente em princípios de rigor e responsabilidade. Do ponto de vista económico-financeiro, os resultados refletem uma trajetória de consolidação e recuperação sustentável tendente a ter uma exploração económica equilibrada. O aumento das receitas operacionais — com destaque para as receitas comerciais integrando patrocínios e bilhética, onde o aumento contínuo do número de Sócios e o aumento e venda integral de Lugares anuais alimentam fundadas expectativas —, os resultados superiores com transações com passes de jogadores e a redução dos encargos financeiros, fruto das operações de refinanciamento da dívida, com destaque para a amortização quase total da operação de antecipação dos direitos televisivos, permitiram compensar o aumento de custos resultante do investimento na equipa principal de futebol, alcançando um resultado líquido equilibrado.