Prova iniciou-se esta quarta-feira, no sul do país

Rui Oliveira: «Não creio que [10.º] tenha sido foi bom lugar, mas...»

Campeão olímpico de madison foi o português melhor classificado na 1.ª etapa da Volta ao Algarve. Queria um resultado superior, embora tivesse ficado satisfeito com a resposta do corpo após gastroenterite recente

Rui Oliveira foi o corredor português melhor classificado na primeira etapa da Volta ao Algarve, na 10.ª posição (subiu um lugar após a desclassificação de Santiago Mesa por sprint irregular).

Após a chegada ao sprint em pelotão, o campeão olímpico da madison assumiu sentimentos mistos com o resultado.

«Não acho que tenha sido foi um bom lugar. Estava a tentar lutar pela vitória, obviamente por um top-10 no mínimo [n.d.r.: ainda não sabia que tinha sido promovido ao 10.º posto], mas tendo em conta que venho de uma gastroenterite, que me causou bastantes problemas, há uma semana, durante a Volta ao Omã [abandonou a prova após a quarta e penúltima etapa], posso dizer que já estar à partida aqui no Algarve é muito bom para mim», começou por declarar o ciclista da UAE Emirates.

«Isso mostra que consegui melhorar, estar um pouco mais ao meu nível, porque tive dias bastante duros sem treinar, com uma infecção bastante má. Portanto é bom voltar a sentir-me bem, e espero que o resto da Volta seja sempre a melhorar», reforçou Rui, que esteve o gémeo Ivo a apoiá-lo durante a tirada que arrancou de Vila Real de Santo António.

A partir de agora, e ainda de voltar a ter outra oportunidade de lutar pela vitória, em Lagos, no penúltimo dia da Algarvia, Rui Oliveira vai apoios os líderes da equipa. «Obviamente, o João [Almeida] é o nosso líder, e também o Brandon [McNulty], que está muito bem. Vai ser total apoio a ambos, e esperar que depois disso consigamos levar a camisola [amarela] para casa. Sabemos que a concorrência está forte, por isso teremos de estar todos os dias focados ao máximo para chegar a esse objetivo», afirmou.

«E, claro, tentarei a minha sorte outra vez nesta corrida. Sei que agora estou um bocadinho longe do nível que estava na Omã antes de adoecer, mas sem dúvida que vou tentar e vou dar-me o melhor, porque é sempre isso que faço todos os dias», concluiu o gaiense de 29 anos.