Miguel Socorro (esq.) é o vice-presidente do Aves SAD
Miguel Socorro (esq.) é o vice-presidente do Aves SAD

Aves SAD ataca arbitragens e lembra expulsão perdoada a Hjulmand em Alvalade

Miguel Socorro, vice-presidente dos avenses, é o porta-voz de duras críticas

Miguel Socorro, vice-presidente do Aves SAD, considera que a equipa tem sido fortemente prejudicada pelas equipas de arbitragem nas últimas semanas, sublinhando que pretende respeito no que resta do campeonato.

«O que nos traz hoje a público não é um episódio isolado, mas a repetição de situações que consideramos prejudiciais para a AVS Futebol SAD. No caso particular dos últimos jogos, apontamos erros em claro prejuízo do Aves SAD. Quero sublinhar que essa situação em específico [agressão de Hjulmand a Tiago Galletto] não passou despercebida no momento e foi prontamente assinalada pelo nosso banco de suplentes, junto da equipa de arbitragem, durante o próprio jogo. Aliás, como aquilo que nos parece ter sido falta sobre Paulo Vítor no primeiro golo do Sporting nesse jogo e que o grupo protestou de imediato», disse.

O responsável dos avenses continuou a explanar o seu raciocínio: «Sentimo-nos, efetivamente, prejudicados em Alvalade, sem prejuízo de o adversário ter efetivamente criado mais situações de golo. Não o vincamos publicamente por três motivos: em primeiro lugar e desde logo por termos jogo quatro dias depois e pretendermos um ambiente de total serenidade para o preparar, em segundo porque não tem sido essa a nossa postura, em terceiro porque reconhecemos uma série de erros próprios que nos retiram margem para tal. Em relação ao jogo de ontem, a verdade é que, pese embora as diferenças pontuais entre as equipas, nenhuma se notou até ao empate do Famalicão, obtido de forma que claramente nos parece irregular, por pé em riste do jogador que concretiza. Ainda que possa não haver toque na cabeça do nosso jogador, é evidente a retração do mesmo face à possibilidade de se lesionar com gravidade. E a verdade é que esse lance muda por completo o jogo.»

Em declarações exclusivas a A BOLA, o dirigente dos avenses, atualmente no fundo da tabela e ainda sem qualquer triunfo na Liga, tece duras críticas ao setor da arbitragem.

«A Aves Futebol SAD tem procurado ser contida nas suas reações públicas. A nossa frágil situação desportiva e os maus resultados levaram-nos, até agora, a optar pelo silêncio, na esperança de que o trabalho e o respeito institucional prevalecessem, bem como por entendermos que não podemos justificar constantemente os maus resultados constantes desta época com erros de arbitragem. Mas a verdade é que tem havido vários desde o início da temporada e, agora que nos contactam e depois do jogo de ontem em Famalicão, chegou a altura de o fazermos. Entendemos, até pela falta de respeito a que assistimos ontem, em Famalicão, não só por algumas decisões relevantes por parte da equipa de arbitragem, mas também pela conduta de alguns jogadores do FC Famalicão com colegas de profissão, que chegou a altura de o fazermos», salienta.

Por fim, Miguel Socorro, recorda que «o treinador João Henriques pediu respeito e destaco esse aspeto». «Os resultados não têm sido bons, o Aves SAD está em último lugar, mas isso não pode desculpar nem permitir nenhum tipo de abusos. Nesta casa trabalha-se muito, trabalha-se bem. Nesta casa moram homens, pais e profissionais de excelência, que apesar da pancada que têm levado encontram sempre forma de se levantar e trabalhar com o máximo de dignidade e profissionalismo. Estamos longe dos objetivos pretendidos, mas vamos lutar até ao fim por eles e não podemos permitir que nos impeçam de o fazer e muito menos que sejamos saco de pancada de ninguém. Temos e teremos sempre ambição de vencer e prejudicar o Aves SAD não pode ser fácil só porque estamos lá em baixo.»