Festa dos azuis e brancos do Minho após o triunfo na receção aos avenses - Foto: Estela Silva/LUSA
Festa dos azuis e brancos do Minho após o triunfo na receção aos avenses - Foto: Estela Silva/LUSA

No barco de Joujou todos têm direito a ver... Umar (crónica)

Extremo francês foi o Haas da reviravolta iniciada por Justin. Abubakar estreou-se como titular e... marcou

Se lhe dissermos que o apito para o intervalo terá sido a melhor coisa que aconteceu aos 1.133 espectadores presentes no Municipal de Famalicão, então estaremos conversados quanto à (falta de) qualidade demonstrada pelos intervenientes ao longo de quase todos os primeiros 45 minutos.

Nesse período, Lazar Carevic e Adriel só não tiveram de pagar bilhete porque são jogadores. Nenhum dos guarda-redes foi obrigado a qualquer intervenção de relevo. Saídas a cruzamentos ou controlo da profundidade: foram estas as (parcas) tarefas do do montenegrino dos minhotos e do brasileiro dos avenses.

Apenas Pedro Bondo (33'), Umar Abubakar (44') e Babatunde Akinsola (45') quiseram ser felizes, mas os tiros saíram todos ao lado.

OUTRO JOGO

O descanso fez mesmo bem aos artistas e a etapa complementar foi diametralmente oposta da primeira parte. Emoção, golos (quatro!) e com... reviravolta.

Adriel negou os intentos a Umar Abubakar (ele queria mesmo marcar, mas já lá vamos...), logo aos 46 minutos, mas Carevic, do outro lado, não conseguiu fazer o mesmo perante Diego Duarte: assistência primorosa de Tomané e remate indefensável do avançado paraguaio para o tento dos forasteiros.

Soaram os alarmes em Vila Nova! A formação de Hugo Oliveira sentiu (e de que maneira!) o toque e reagiu de pronto. Sem ponta de ameaça: com factos. Antoine Joujou, que entrara após o intervalo, assistiu Justin de Haas, o neerlandês ganhou o duelo com Leonardo Rivas (os avenses queixaram-se de falta do defesa-central dos minhotos, pedido que não foi atendido pelo árbitro, nem pelo VAR) e atirou de pé direito para o empate.

A motivação cresceu ainda mais no seio dos famalicenses e já depois de Gustavo Sá ter cabeceado a rasar o poste (59') chegou mesmo a cambalhota no marcador: Antoine Joujou (22 anos) acelerou a todo o gás e já na área, atirou a contar (63').

Já tínhamos falado de Abubakar? Pois bem, o menino, de apenas 19 anos, não estava contente com a estreia a titular e colocou a cereja no topo do bolo ao desviar a assistência de Pedro Santos. O lance foi invalidado pelo árbitro, mas a intervenção do VAR confirmou que o nigeriano estava em jogo.

Joujou tinha um barco de luxo e levou-os todos a ver... Umar.

O Famalicão retoma o 6.º lugar e continua a sonhar com a Europa, o Aves SAD segue sem vitórias na Liga e está em situação cada vez mais crítica na cauda da tabela.

O melhor em campo: Antoine Joujou (Famalicão)
Feliz é o treinador que decide ir ao banco ao intervalo e lançar um jogador que... resolve. O jovem extremo francês entrou com tudo e começou por assistir Justin de Haas para o empate. Não satisfeito, o camisola 77 arrancou sem deixar rasto e rematou com a força de todos os famalicenses para completar a cambalhota no marcador. E apenas Joujou conseguiu ofuscar o brilharete do menino Umar Abubakar...
A figura: Diego Duarte (Aves SAD)
Tentou, fruto da sua irreverência, agitar as águas no ataque do conjunto da Vila das Aves, mas só na etapa complementar conseguiu ter êxito nos seus intentos. Rápido e inteligente na exploração da profundidade, fugiu bem à marcação contrária para dar o melhor seguimento a uma assistência açucarada de Tomané e inaugurar o marcador. O paraguaio lamentará apenas o facto de não chegar.

As notas dos jogadores do Famalicão:

As notas dos jogadores do Aves SAD:

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão)

Na primeira parte demonstrámos ansiedade em querer fazer rápido. Era um jogo mental e eu expliquei aos rapazes que era para ser ganho em 90 minutos e não no momento, O golo do adversário trouxe-nos problemas, mas mantivemos o critério e as coisas apareceram. Soltámo-nos com o empate e fomos uns justos vencedores.

João Henriques (treinador do Aves SAD)

Demos continuidade ao que tínhamos feito em Alvalade. Os jogadores foram inexcedíveis no plano de jogo e há um momento chave nesta partida, que é o golo que sofremos, que, na minha opinião, é precedido de falta. Sofrer um rude golpe destes pesa muito nos jogadores e os erros individuais acabam por aparecer.