Sporting: plantel foi surpreendido e reagiu assim às provocações no Dragão
O clássico do Dragão terminou empatado, o apito final trouxe frustração mas não descrença em Alvalade. Numa partida intensa, carregada de emoções e polémicas, dentro e fora das quatro linhas, os leões recusaram perder energia com tudo o que fugia ao jogo e concentraram-se apenas no que podiam controlar: competir. Essa, de resto, apurou A BOLA, foi a mensagem passada para o grupo desde o primeiro momento em que o grupo se confrontou com vários incidentes paralelos ao futebol jogado.
O contexto, esse, foi intenso. As imagens de troféus no balneário leonino, o ar condicionado no máximo sem que os leões tivessem possibilidade de o desligar, os atrasos na reposição de bolas, o ‘roubo’ de pelo menos três toalhas de Rui Silva, passando pelas camisolas do Atlético Madrid atiradas a Hjulmand no início da partida, até às colunas colocadas na zona dos adeptos leoninos, podiam ter desviado atenções do grupo mas não... desviaram.
Os apelos enviados ao plantel, nomeadamente pelo treinador Rui Borges, foi para os jogadores se fecharem no seu plano de jogo que acabariam por mostrar maturidade competitiva, recusando alimentar guerras paralelas.
Episódios que não tiveram verdadeiramente impacto no grupo. Com uma mensagem, apurou A BOLA, transversal: foco absoluto na partida, zero distrações. O empate, esse, não deixou ninguém satisfeito. Jogadores e equipa técnica queriam mais, mas Rui Borges, no final da partida, internamente, considerou a exibição muito competente junto do plantel.
As contas do campeonato mantêm-se em aberto. A distância é de quatro pontos para a liderança — cinco na prática, devido ao confronto direto —, mas Rui Borges não atira a toalha ao chão. O treinador continua a olhar para o futuro com total otimismo e acredita que a consistência demonstrada ao longo da temporada permite alimentar a esperança de discutir o tricampeonato até à última jornada.
Os números, de resto, ajudam a sustentar essa fé: comparativamente com a época passada, à ronda 21, o Sporting soma mais um ponto, marcou menos dois golos, mas sofreu menos quatro. Uma equipa mais equilibrada, mais adulta, mais preparada para os detalhes que decidem títulos. Seguem-se dias de recuperação física e mental. O desgaste do clássico foi elevado e há uma certeza: o calendário não abranda. No horizonte surge o Famalicão, adversário que Rui Borges cataloga como de dificuldade máxima. A resposta dos leões começou a ser preparada já esta teraç-feira...