Antony marcou o golo da vitória do Betis ao Atlético Madrid no Metropolitano
Antony marcou o golo da vitória do Betis ao Atlético Madrid no Metropolitano - Foto: IMAGO

Antony tem jogado com dores: «Pellegrini sabe o sacrifício que estou a fazer»

Brasileiro está a fazer a sua melhor temporada a nível individual desde os tempos do Ajax, mas desde o início de 2026 que não tem estado a 100% no Betis

Antony revelou em entrevista à Canal Sur Radio que tem jogado com «muita dor» desde o jogo contra o Getafe, o último de 2025 (21 de dezembro), em que foi substituído aos 66 minutos, mas reitera o seu compromisso com a equipa.

O avançado de 25 anos, que se transferiu em definitivo para o clube no verão após um período de empréstimo do Manchester United, está a lutar contra uma pubalgia. «Passei um momento difícil por não fazer pré-época», admitiu o brasileiro. «Desde o jogo contra o Getafe que venho a jogar com muito desconforto, é uma dor que me incomoda muito. Tento fazer as coisas, mas é difícil», confessou o atleta de 25 anos, que soma 19 golos e 13 assistências no seu primeiro ano completo no clube.

Apesar das limitações físicas, Antony recusa-se a ficar de fora. «Estou a fazer tratamentos, não gosto de estar fora dos jogos. Cada vez que termina um jogo, e tenho pouco tempo para recuperar, é muito difícil, mas não uso isso como desculpa. Cuido-me muito para estar disponível», garantiu o ex-Ajax. O jogador exemplificou a sua dedicação: «Tratei-me de manhã e à tarde. Passo o dia todo em tratamentos para estar bem. O mister sabe o sacrifício que estou a fazer para jogar».

Antony fez um balanço muito positivo do seu primeiro ano em Sevilha, descrevendo a mudança para o Betis como «a melhor decisão» da sua vida. «Vivi um ano incrível, toda a minha família está muito feliz aqui. Tenho muito orgulho em vestir a camisola do Betis, é um clube e uma cidade que adoro», afirmou, destacando o carinho dos adeptos como um fator decisivo. «A chave é o povo, a forma como me receberam e o carinho de todos. O dia a dia aqui é muito tranquilo, muito divertido. É uma grande família. Isso faz-me feliz», garantiu.

Questionado sobre a seleção brasileira, Antony não esconde o desejo de participar no seu segundo Mundial, mas mantém o foco no clube. «Claro. Vestir a camisola do Brasil é muito especial, mas primeiro tenho de fazer a minha parte no clube. A seleção é uma consequência. Se marcar golos, fizer assistências ou ganharmos jogos, que é o mais importante, a seleção será uma consequência. Estou focado aqui, mas toda a gente sabe que trabalharei para jogar o meu segundo Mundial», concluiu.