Harry Redknapp, no QPR, a falar com André Villas-Boas, no Tottenham
Harry Redknapp, no QPR, a falar com André Villas-Boas, no Tottenham - Foto: IMAGO

Antecessor de Villas-Boas no Tottenham oferece-se: «Não vivo nas nuvens, mas...»

Harry Redknapp, treinador de 78 anos, afirmou estar capaz de segurar esta equipa dos 'spurs', numa altura em que a imprensa inglesa o aponta como interino para substituir Thomas Frank

Harry Redknapp mostrou-se recetivo a um regresso ao comando técnico do Tottenham, mas duvida que o convite surja, reconhecendo que o sucessor de Thomas Frank terá uma tarefa árdua pela frente para reerguer a equipa. O despedimento do técnico dinamarquês, ex-Brentford, anunciado durante a manhã desta quarta-feira, ocorreu após apenas oito meses no cargo.

A derrota caseira por 1-2 em casa frente ao Newcastle, na passada terça-feira, que deixou os Spurs no 16.º lugar da tabela e a poucos pontos da zona de despromoção, foi a gota de água. O técnico tinha sido contratado em junho para suceder a Ange Postecoglou, que conquistou a UEFA Europa League, mas, apesar do sucesso na UEFA Champions League (top-8), não aguentou.

Segundo a imprensa inglesa, o Tottenham procura agora uma solução interina, sendo que o recém-nomeado treinador adjunto da equipa principal, John Heitinga, e Stuart Lewis, que orientava os sub-18, são as opções internas em cima da mesa. Por outro lado, surge também o nome de Harry Redknapp, antecessor de André Villas-Boas no clube inglês (2008 a 2012).

Na altura, o atual técnico de 78 anos, estabilizou a equipa após a saída de Juande Ramos e conseguiu mesmo apurá-la para a Champions. No entanto, o veterano treinador não acredita que o seu nome conste da lista de potenciais sucessores. Em declarações à Sky Sports News, Redknapp admitiu o seu interesse. «Se eu gostaria? Claro que aceitaria, sem qualquer sombra de dúvida», afirmou, acrescentando, contudo, uma dose de realismo: «Mas sou realista, não vivo nas nuvens. É muito improvável que me deem o cargo. Mas se eu conseguiria fazer o trabalho? Sim, claro que conseguiria.»

O experiente técnico deixou ainda a sua receita para o futuro do clube: «O que eles precisam agora é de alguém que entre, regresse ao básico, trabalho árduo. Quando se perde a bola, não se pode ter vergonha de correr para a tentar recuperar. Quando se perde a bola, é preciso pressionar, trabalhar em conjunto, ganhar um pouco de confiança, fazê-los acreditar neles próprios. Alguém que entre e faça isso pode obter os resultados de que precisam, mas não vai ser fácil», concluiu.