«Adversários fáceis? Perguntem ao Real Madrid!»: Flick responde às críticas
O Barcelona visita o Atlético de Madrid esta quinta-feira, na primeira mão das meias-finais da Taça do Rei. As duas equipas foram adversárias nesta fase na temporada passada: o primeiro encontro, então, foi na Catalunha e terminou com um empate a 4-4, enquanto na segunda mão os catalães venceram por 1-0, antes de conquistarem o troféu.
Hansi Flick está determinado a eliminar os madrilenos novamente, mas não poderá contar com Rashford. «Temos alguns problemas na equipa, Rashford, por exemplo, não poderá jogar. Esta não é uma boa notícia, mas acredito na minha equipa. Crescemos em situações difíceis. Vamos jogar contra uma equipa fantástica. Vi o jogo deles na Taça contra o Betis (5-0) e fiquei surpreendido com o quão bem jogaram. Diego Simeone está a fazer um excelente trabalho, gostei muito do que vi. Será um confronto difícil», explicou o técnico alemão, confirmando também a ausência de Raphinha.
«Passo a passo, ele está a recuperar. Temos de cuidar dele, porque é um jogador que dá sempre tudo de si, joga com muita intensidade e quando sente algo, é preciso ter cuidado. Não gosto que esteja de fora agora, porque precisamos de todos, mas isso pode acontecer durante a época. É preciso cuidar do corpo... é o que ele faz, e nós temos de o apoiar», afirmou.
Questionado sobre ter um caminho fácil até à final, o ex-Bayern sorriu antes de responder. «Perguntem ao Real Madrid», atirou, sendo que os merengues foram eliminados pelo Albacete, do segundo escalão, adversário que o Barça afastou na fase seguinte. «Penso que esta foi a resposta adequada, porque temos de respeitar as equipas da segunda ou terceira divisão na Taça, que tiveram um desempenho fantástico. No ano passado, defrontámos o Barbastro, o Betis e o Valência… Trata-se de respeito pelos adversários. As outras equipas qualificaram-se, têm qualidade e mostraram que podem vencer equipas da LaLiga. É só isso. Tenho de me concentrar no meu clube, na equipa e nos adeptos – é a única coisa que me interessa. O resto é desperdício de energia», justificou.
Por fim, abordou as palavras de Ronald Araújo, que voltou a falar esta terça-feira sobre a depressão que o obrigou a fazer uma pausa na carreira. «Estamos cientes da situação. Quando ele revelou qual era o problema, todos lhe demos apoio e estivemos ao seu lado. Ronald é uma pessoa muito forte… Um dia poderemos falar mais detalhadamente. Porque quando ele diz que esteve um ano e meio nesta situação, talvez também tenhamos responsabilidade. Temos de cuidar de todos os jogadores. Certamente há coisas que não foram bem feitas e, como treinador, é preciso assumir a responsabilidade por todos os futebolistas», admitiu.
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