Francesa condenada por roubo sagra-se campeã olímpica
Julia Simon conquistou a medalha de ouro nos 15 km individual, em biatlo, ao completar a prova em 41.15,6 minutos, com apenas um alvo errado no tiro. Uma medalha muito festejada, depois de ter vivido momentos complicados nos últimos dois anos e ter visto a sua imagem pública destruída.
A biatleta francesa foi condenada, em outubro, pelo tribunal de Albertville a uma pena de três meses de prisão, suspensa, e ao pagamento de uma multa de 15 mil euros, após ter sido considerada culpada dos crimes de roubo e fraude com cartão de crédito.
🇫🇷 Doublé français sur l'individuel !!! Julia Simon se hisse sur le toit de l'Olympe devant Lou Jeanmonnot #MilanoCortina2026 https://t.co/AVszQjzJov pic.twitter.com/h2D0aax2bk
— Eurosport France (@Eurosport_FR) February 11, 2026
No final da prova, que lhe valeu a segunda medalha nos Jogos Olímpicos Milão Cortina, a francesa foi parca em palavras: «Deixem-me em paz», disse à Eurosport. «Acho que não tenho mais nada a provar a ninguém; agora só quero poder competir no biatlo. Esse capítulo está encerrado dentro da equipa», sustentou.
A atleta admitiu em tribunal «a totalidade dos factos» de que era acusada. Em causa estava a utilização indevida do cartão de crédito da sua colega de equipa, Justine Braisaz-Bouchet, e de uma terapeuta da seleção francesa para efetuar compras online, num prejuízo total que ascendeu a cerca de 2300 euros.
« Qu’on me foute la paix » : la biathlète française Julia Simon monte au créneau après son titre olympique en individuel (vidéo) https://t.co/bish23NiSV
— Sudinfo.be (@sudinfo_be) February 11, 2026
Apesar de ter pedido «desculpas» às vítimas, Julia Simon afirmou em tribunal ser incapaz de «explicar» o seu ato. «Devo tê-lo ocultado, não consigo consciencializá-lo», declarou a atleta, revelando que está a ser acompanhada por um psicólogo para «compreender tudo isto, para crescer e evoluir».