As obras no Estádio Azteca
As obras no Estádio Azteca

Estádio mítico e de abertura em sério risco de ser excluído do Mundial 2026

Portugal vai defrontar o México no jogo de reinauguração do recinto, a 28 de março

As obras de remodelação do gigantesco Estádio Azteca, no México, estão muito atrasadas e o mítico recinto corre sério risco de ficar sem alguns jogos do Mundial 2026 ou, até, ser excluído da prova do próximo verão.

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A construtora responsável pela remodelação de um dos estádios mais simbólicos do futebol mundial, pois foi lá, por exemplo, que Diego Armando Maradona marcou o 'golo do século', para além do outro, com a mão, a 22 de junho de 1986, no Argentina-Inglaterra dos quartos de final do Mundial, tem adiado, de forma sucessiva, os prazos para conclusão das obras, que terão um custo de cerca de 350 milhões de euros.

Por razões de segurança, a FIFA exige que os estádios estejam prontos várias semanas antes do arranque da competição, mas, no caso do Azteca, nem sequer há garantias, relata a imprensa mexicana, de que vá ter água quente nos balneários, estacionamento nas imediações ou Internet no estádio a tempo do arranque do Mundial.

Será neste estádio, com nova capacidade para 90 mil espectadores - face aos 83.265 até aqui -, que o Campeonato do Mundo vai arrancar, com o México-África do Sul, aa 1 de junho, mas a FIFA ameaça, agora, retirar alguns jogos ao Azteca ou até excluí-lo da prova. Os mexicanos farão ainda o terceiro jogo da fase de grupos neste recinto, para além do Uzbequistão-Colômbia (17 de junho), um jogo dos 16 avos de final e um outro dos oitavos.

A partida de reinauguração do Azteca vai ser entre o México e Portugal e está marcado para 28 de março próximo.

«Em março, o estádio não vai estar pronto, nem sequer perto disso. Isso é uma certeza. A FIFA deu o dia 4 de maio como data limite para 'ter o estádio na mão' para preparar tudo para a inauguração. Se o estádio não estiver pronto nessa altura, o Azteca poderá perder o jogo de abertura e, inclusivamente, deixar de ser sede do Mundial», garante o jornalista Rubén Rodríguez, da FOX mexicana.