Sporting: Rui Borges é a visita que ninguém quer
Desde que assumiu o comando técnico do Sporting, mais precisamente a 26 de dezembro de 2024, em jogos a contar para o campeonato nacional, Rui Borges ainda não conheceu a derrota.
O encontro no Dragão, na passada segunda-feira, foi o 20.º fora de Alvalade e, diga-se, nessas duas dezenas de jornadas os verdes e brancos averbaram 13 vitórias e sete empates. A última vez que os leões perderam na qualidade de visitantes remonta a 5 de dezembro de 2024, à passagem da 13.ª ronda, em Moreira de Cónegos, jogo em que o Sporting marcou passo, por 1-2, com o Moreirense, ainda sob a batuta de João Pereira.
A caminhada rumo ao principal objetivo desta época — o tricampeonato — tem-se pautado por altos e baixos, com o plantel a ter sido assolado por nova onda de lesões, à semelhança do que sucedeu na época passada, mas o treinador transmontano tem mantido a postura: fé inabalável no grupo e nos seus intentos..
Homem de fé, que não esconde ter uma estrelinha que o guia (o falecido avô Zé Pedro, que tem tatuado no braço esquerdo), acredita ser possível repetir festa no Marquês. São quatro os pontos que separam o Sporting do líder FC Porto, numa altura em que ainda estão em disputa 39, referentes a 13 jornadas. Rui Borges baseia a comunicação com o balneário em equilíbrio entre exigência máxima e proximidade, focando-se em manter a estabilidade emocional do grupo, sempre muito próximo dos jogadores, que, tal como já disse várias vezes, gosta de ouvir.
Segunda volta extraordinária
Com o avançar das jornadas a pressão aumenta e Rui Borges põe água na fervura. Tem realçado que o foco está no que podem controlar e, nesse sentido, o trabalho, compromisso, empenho e competitividade são premissas que o treinador de Mirandela não abdica.
«É um ponto na nossa caminhada. Seguimos, faltam 13 jogos. Vão ser 13 jogos difíceis para toda a gente, não tenho qualquer dúvida disso. Vamos à procura de fazer uma segunda volta extraordinária. Temos de fazer uma segunda volta melhor do que a primeira, porque a primeira foi boa, mas não chegou. Vamos à procura de olhar para cada dificuldade do jogo que vem, que neste caso é o Famalicão, uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato», realçou Rui Borges após o clássico.
Ora se no final da primeira volta os verdes e brancos somaram 43 pontos em 17 jogos — 13 vitórias, três empates, uma derrota, 47 golos marcados e 9 sofridos —, o resultado para o mote do treinador é claro: vencer. Volvidas quatro rondas, os leões ganharam três partidas e registaram uma igualdade.