Presidente do PSG reage ao fim da Superliga: «Hoje ganhou o futebol»
A UEFA, a Associação de Clubes Europeus (ECA) e o Real Madrid alcançaram um acordo histórico que põe fim ao projeto da Superliga e a todas as disputas legais associadas. O entendimento, que restabelece a unidade no futebol europeu, foi alcançado após dois meses de negociações intensas e privadas. O anúncio oficial surgiu esta terça-feira, após serem acertados os últimos detalhes do comunicado entre Madrid e Bruxelas. A concretização do acordo esteve, no entanto, em dúvida até ao último momento, com o pessimismo a reinar na véspera sobre a possibilidade de um anúncio durante o 50.º Congresso da UEFA.
Nasser Al Khelaifi, presidente da ECA e membro do Comité Executivo da UEFA, embora também Presidente do atual vencedor da Champions PSG, desempenhou um papel fundamental como mediador entre as partes. Em declarações exclusivas ao jornal espanhol Marca, o dirigente mostrou-se radiante com o desfecho. «Estou orgulhoso e muito feliz. Quero agradecer a todos, a todas as partes envolvidas neste acordo histórico. Ao presidente da UEFA, que tanto faz todos os dias pelo futebol europeu, o líder mais inteligente e humilde. E, claro, a Florentino Pérez, um homem muito elegante e inteligente, é um visionário», afirmou Al Khelaifi.
O presidente da ECA, que representa 820 clubes europeus, fez questão de sublinhar que neste acordo não existem vencidos, apenas vencedores. «Se alguém diz ou pensa que hoje Florentino Pérez 'perdeu', é um estúpido e não sabe absolutamente nada de futebol. O mais importante aqui é que todos ganhamos, ninguém perde. O futebol ganha, que era o que todos queríamos. Hoje ganha a UEFA, ganha o Real Madrid, ganha a ECA e, o mais importante, ganha o futebol. A guerra não nos levava a lado nenhum», explicou.
Al Khelaifi elogiou ainda a postura do presidente do Real Madrid durante o processo. «Creio que hoje o presidente Pérez é uma pessoa ainda maior e melhor, pois levou o Real Madrid a fazer o que mais beneficia o futebol europeu. Muito obrigado, de verdade, e agradeço-lhe por ter confiado em mim», disse, estendendo os agradecimentos a Behdad Eghbali, do Chelsea, e a Joan Laporta, presidente do Barcelona, cujo «grande coragem e liderança» também mereceram reconhecimento.
O dirigente da ECA admitiu que, apesar de acreditar «neste processo de paz há muito tempo», a incerteza sobre o acordo manteve-se até ao fim. «Esta mesma manhã não sabíamos se se iria concretizar ou não. Estivemos a conversar, com as nossas diferenças, mas sempre com a vontade de chegar a um acordo, pensando nos interesses coletivos», revelou.
Com o regresso do Barcelona à família da ECA já confirmado, Al Khelaifi aponta agora ao futuro. «Que o Barcelona volte à família da ECA é uma notícia fantástica. Agora estamos a trabalhar para que o Real Madrid regresse por completo, pois todos começamos um novo e brilhante capítulo para o futebol de clubes», concluiu, referindo que o acordo se irá traduzir em melhorias que, para já, prefere manter em segredo.
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