«Sinto-me mal por ele»: Haaland lamenta expulsão de rival
A vitória do Manchester City em Anfield foi rica em emoções. Szoboszlai abriu o marcador para o Liverpool na cobrança de um livre direto, mas a equipa da casa permitiu o empate, com Bernardo Silva a finalizar após uma assistência de cabeça de Haaland. Já no tempo de compensação, o próprio Haaland pareceu sentenciar o jogo ao converter uma grande penalidade, fazendo o 2-1.
Contudo, o drama estava longe do fim. Com o guarda-redes Alisson na área contrária, Rayan Cherki tentou marcar de longe para a baliza deserta. Enquanto a bola se encaminhava para a linha de golo, Haaland e Szoboszlai, em despique, puxaram as camisolas um do outro. O VAR interveio, o árbitro Craig Pawson anulou o golo e expulsou o jogador do Liverpool.
No final do encontro, o avançado norueguês mostrou-se solidário com o adversário. «Claro que o árbitro teve de seguir as regras, mas isto vai dar-lhe três jogos de suspensão. No fim, sinto-me mal por ele», afirmou o ex-Dortmund à Sky Sports, acrescentando: «Dêem o golo, não mostrem o cartão vermelho. Simples assim. São as regras e é como é», atirou.
O árbitro da partida, Craig Pawson, justificou a sua decisão em pleno relvado: «Após revisão, há uma falta negligente de Erling Haaland, que puxa a camisola de Dominik Szoboszlai. Antes disso, Szoboszlai comete uma infração ao agarrar um adversário, negando uma oportunidade clara de golo. A decisão final é um livre direto para o Manchester City e um cartão vermelho», explicou.
Por sua vez, o comentador Gary Neville criticou a intervenção do VAR. «Vivemos para ver jogos como este. Sou fã do VAR, mas isto acabou de matar a alegria. A razão pela qual os adeptos veem futebol é pelo entretenimento e por momentos como aquele», declarou. Com esta vitória dramática, a equipa de Pep Guardiola relança a sua candidatura ao título, ficando agora a seis pontos do líder Arsenal.
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