Szoboszlai adiantou o Liverpool com um golaço de livre. Bernardo Silva e Haaland, no primeiro golo em Anfield, operaram a reviravolta. Final de loucos com grande defesa de Donnarumma e expulsão de Szoboszlai

Talento português e robô decisivo mantêm Man. City na luta pelo título (crónica)

Jogo com final alucinante em Anfield resultou na vitória dos 'citizens' frente ao Liverpool por 2-1. Szoboszlai abriu a contagem com grande golo, Bernardo Silva marcou a passe de Haaland e Matheus Nunes conquistou o penálti que o norueguês transformou em vitória

Reviravolta com talento português, golaço, confusão e dúvida até ao fim em jogo fantástico em Anfield. O Manchester City venceu este domingo o Liverpool por 2-1, em jogo da jornada 25 da Premier League e não permitiu que o Arsenal aumentasse a vantagem na liderança do campeonato inglês.

Um jogo com final escaldante que teve uma primeira parte... morna. Dois minutos bastaram para que o Manchester City, com Bernardo Silva a titular e Matheus Nunes de início — Rúben Dias entrou na segunda parte —, criasse perigo, num remate de Haaland a passe do médio português que Alisson defendeu. Início intenso, com pressão de parte a parte e as bancadas a empurrarem a equipa da casa, mas o ritmo decresceu e permitiu aos skyblues controlarem a bola no meio-campo ofensivo. Os reds lá cresceram, conseguiram, no último quarto de hora, ter mais posse de bola, mas se, por um lado, os duelos não escasseavam, o mesmo não se pode dizer das oportunidades de perigo.

Com 0-0 regressaram os jogadores às cabines e a vantagem do Man. City fazia prever que os visitantes estivessem mais perto do golo. O que se destacou, porém, foi o crescimento dos anfitriões após o intervalo. Tiveram mais bola, foram mais incisivos do que havia sido o adversário no primeiro tempo e uma, e outra, e outra vez chegaram perto da baliza de Donnarumma. Ekitiké acumulou oportunidades, mas, numa noite desinspirada, não conseguiu fazer qualquer golo, nem quando, aos 56', Salah, de trivela, colocou a bola para o francês no coração da área, mas, sozinho, o avançado cabeceou ao lado.

O problema do Liverpool já não era aproximar-se da área, mas sim chegar ao golo. Wirtz tentou, Gakpo também, todos eles sem sorte. Mas quando não se consegue de perto... tenta-se de longe. E assim fez Szoboszlai ao minuto 74. O remate perfeito do camisola 8 do Liverpool contornou a barreira por dentro e foi embater no poste da baliza de Donnarumma, que nada pôde fazer senão admirar o brilhantismo do oponente. Com justiça, o Liverpool estava na frente.

Bernardo e Matheus no apoio ao Exterminador Implacável

Em vantagem, o Liverpool recuou. Tentou cerrar linhas e, no contra-ataque, fechar as contas. O Manchester City, que ainda só havia rematado duas vezes no segundo tempo, conseguiu crescer. E bem precisava de reagir: se o jogo acabasse desta forma, o Arsenal terminaria a ronda 25 com nove pontos de vantagem na liderança do campeonato.

Aos 84 minutos, uma bola bombeada para o ataque foi cabeceada por Haaland, que a deixou sozinha no coração da área. E aí apareceu um dos grandes protagonistas deste final de jogo. Bernardo Silva, que até estava em dúvida para este jogo, devido a lesão, repôs a igualdade com um remate em esforço, o primeiro golo que apontou na Premier League 2025/26. O criativo português fazia assim o empate e recolocava o Manchester City no jogo, mas ainda não na corrida pelo título. Mas já na compensação, o capitão dos skyblues recorreu a outro compatriota para ajudar na reviravolta. Com um ótimo passe encontrou Matheus Nunes, que se antecipou a Alisson e foi derrubado pelo brasileiro.

Logo se agarrou Haaland à bola e, da marca dos 11 metros, fez o que nunca tinha feito com a camisola azul de Manchester: marcar em Anfield. Estava feita a remontada, o Liverpool ainda pressionou e, numa altura em que Alisson estava na área adversária — e após também um voo fantástico de Donnarumma, que impediu que Mac Allister fizesse o empate —, Cherki rematou do próprio meio-campo, Szoboszlai e Haaland agarraram-se e o esférico só parou dentro da baliza. Acabou por não contar: os agarrões do norueguês ao adversário levaram Craig Pawson a anular o golo mas, como tinha sido o jogador da casa a fazer falta primeiro, viu o cartão vermelho. Demonstração de sobrevivência do Manchester City, que, à boleia de dois momentos dos internacionais portugueses e do 'Exterminador Implacável', que marcou na Premier League pela primeira vez desde 7 de janeiro.