Franck Ribéry foi treinador-adjunto de Paulo Sousa na Salernitana, no final da sua carreira como jogador

Nome de Ribéry mencionado em ficheiros do caso Epstein

Advogado do antigo internacional francês nega as alegações, dizendo que se trata de 'fake news'

O nome de Franck Ribéry, antigo internacional francês, surge por seis vezes mencionado nos documentos do caso Epstein, tornados públicos pela justiça norte-americana. A menção decorre de uma declaração atribuída a terceiros, mas o advogado que o representa nega as alegações e fala em fake news.

O escândalo em torno do falecido milionário Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais, chegou ao futebol francês. No início de fevereiro, a justiça dos Estados Unidos divulgou milhões de documentos relacionados com o caso, nos quais o nome de Franck Ribéry é mencionado.

O antigo jogador, de 42 anos, com 81 internacionalizações pela França, é citado seis vezes num dos ficheiros. As referências surgem no âmbito de relatos de incidentes violentos e uma rede de prostituição.

Numa das passagens pode ler-se: «Franck Ribéry tentou agredir-me quando eu estava no meu jardim, depois de ter obtido o meu número e a minha morada. A polícia cercou-o e levou-o de volta para o carro».

É importante sublinhar que, até ao momento, não existe qualquer processo judicial conhecido contra o antigo atleta de Bayern e Marselha com base nestas afirmações. A simples menção de um nome nos documentos do caso Epstein não implica, por si só, qualquer ato ilícito.

O advogado de Ribéry, Brusa Carlo Alberto, reagiu de forma veemente, classificando a situação como uma notícia falsa: «Isto é uma fake news

«Vou intervir na minha qualidade de advogado do senhor Ribéry e tomar todas as medidas penais necessárias para punir os responsáveis por estas fake news, que atentam contra a dignidade do meu cliente e da sua família», reforçou.

Recorde-se que Jeffrey Epstein, figura proeminente da alta sociedade nova-iorquina nas décadas de 1990 e 2000, foi acusado de exploração sexual de mais de mil jovens mulheres, incluindo menores. Foi encontrado morto por enforcamento na sua cela em Nova Iorque, em 2019, antes de ser julgado.