De herdeiro de Donnarumma a suplente: o meio ano de pesadelo de Chevalier no PSG
Lucas Chevalier, que chegou ao PSG como o sucessor de Gianluigi Donnarumma, vive um período conturbado, tendo perdido a titularidade para Matvey Safonov. A imprensa gaulesa avança agora que o guarda-redes, contratado por 40 milhões de euros, arrisca mesmo falhar a convocatória para o Mundial.
Apontado em França como um predestinado, destinado a superar o italiano, agora no Manchester City, e a assumir a baliza da seleção francesa no lugar de Mike Maignan, Chevalier viu o seu estatuto mudar drasticamente em apenas seis meses. O antigo guardião do Lille é agora suplente e, segundo o jornal L'Équipe, a sua presença na prova da FIFA está em risco, com Jean Butez, do Como, a surgir como uma ameaça ao seu lugar.
A aposta no guarda-redes, de 24 anos, partiu do próprio treinador, Luis Enrique, que no verão validou a troca na baliza parisiense. O técnico espanhol considerava que o francês se adequava melhor ao seu estilo de jogo, nomeadamente pela sua qualidade a jogar com os pés, um ponto que foi inclusive destacado no comunicado oficial da sua apresentação. Esta mudança marcou o fim da linha para Donnarumma, que partiu para o Manchester City por ambição pessoal, por razões financeiras e por já ter conquistado todos os títulos possíveis em Paris, incluindo a UEFA Champions League.
Apesar da justificação do clube, a troca gerou ceticismo entre adeptos e imprensa, sobretudo porque o transalpino continuava a ser premiado, tendo recebido a Bola de Ouro para guarda-redes da France Football.
O arranque da temporada até foi promissor para Chevalier, com uma estreia em meados de agosto em que defendeu dois penáltis contra o Tottenham, ajudando o PSG a conquistar a Supertaça Europeia.
Contudo, as falhas do francês foram-se acumulando e abriram a porta da titularidade a Matvey Safonov. O russo, que na época anterior já tinha sido testado como alternativa a Donnarumma sem sucesso, agarrou a nova oportunidade. O ponto alto da sua afirmação aconteceu em dezembro, na final da Taça Intercontinental, onde se tornou herói ao defender quatro penáltis contra o Flamengo.
Desde então, as exibições do ex-Krasnodar têm sido mais seguras que as do seu colega gaulês, que se viu sob forte pressão mediática. O sonho de ser o novo Barthez e titular da França parece agora distante. O L'Équipe alerta que, para além de poder ficar no banco por um longo período, Chevalier corre o sério risco de não ser convocado para a competição que decorre no verão, sendo que, entre os possíveis substitutos estão Robin Risser, de 21 anos, figura do Lens, e o anteriormente referido Butez, que aos 30 anos se tornou um dos melhores guarda-redes da Serie A, ao serviço do Como de Cesc Fàbregas.