Luís Pinto: «Maior conhecimento torna os jogos mais interessantes»
O Vitória de Guimarães visita o reduto do Arouca, este sábado, e Luís Pinto mencionou que em todos os jogos tem de aparecer um fator extra, não só quando está mau tempo ou quando os relvados estejam em piores condições.
«Um jogo difícil contra uma equipa que tem vindo a crescer no que é o rendimento em campo, na solidez dos processos, apesar do Vasco Seabra estar há algum tempo no clube, mas como tem sido acompanhado com resultados, nota-se uma consistência maior. Vai obrigar a muito trabalho. Com mau tempo ou com bom tempo temos de ter capacidade de nos entregarmos ao jogo de forma total. Apesar do tempo, o relvado tem-se portado bem e acreditamos que vai dar para jogar. Também temos de ter capacidade para perceber o que se passa durante o jogo. Vamos ser precisos todos e os adeptos também, fazemos o apelo que com este tempo marquem presença, porque gostamos de contar com o apoio e sabemos a forma como esse apoio nos ajuda.»
A segunda volta ainda está no início, mas o treinador dos conquistadores sabe como é que as equipas costumam abordar a segunda metade da temporada e, por isso, deixou o alerta.
«É natural que os pontos sejam mais caros, porque as equipas têm maior conhecimento umas das outras e, apesar de ainda faltar muito, nas segundas voltas as equipas têm uma forma de estar mais conservadora, ou diferente, e a conquista de pontos fica cara. Temos de jogar com o intuito de ferir o adversário, de fazer golos e tornar o jogo perigoso para o Arouca. Depois vamos ter de perceber o que se está a passar para se alterar detalhes e os jogadores é que fazem a diferença. Este maior conhecimento torna os jogos mais interessantes», afirmou o técnico, que ainda explicou a troca na baliza no último jogo e deixou uma certeza.
«A troca teve a ver com rendimento. O Charles teve um rendimento muito alto neste mês de janeiro, em jogos de grau de dificuldade exigente, e sentimos que estava preparado para voltar a ser titular. Voltou a mostrar qualidade no último jogo e vai continuar agora frente ao Arouca. Não quer dizer que o Castillo esteja mal, mas acaba por ser a nossa sorte, porque posso contar com dois grandes guarda-redes e isso é o que um treinador pretende.»
O Vitória tem conseguido ter algum sucesso nas partidas sempre que introduz elementos vindos do banco, nomeadamente o ponta de lança Alioune Ndoye, e o líder dos conquistadores referiu que é normal, pois todos os jogadores são importantes.
«Ndoye mais como suplente utilizado, Samu com maior alternância. Mas tem muito a ver com aquilo que prevemos para o jogo e o que se pode mudar. O futebol está diferente e os jogadores têm a noção da sua importância quer a titulares ou a sair do banco. Olho para a parte individual, mas olho mais para a parte coletiva, no aspeto das decisões que se tomam, possam ajudar. Também os que não têm jogado tanto têm uma importância altíssima, pois a semana de treino tem de ser intensa e todos ajudam a que os que jogam mais melhorem. Tem corrido bem e esperamos que possamos acertar mais vezes.»
O período de transferências de janeiro já encerrou e Luís Pinto fez a sua análise, abordando a investida saudita sobre Oumar Camara.
«Está extremamente comprometido com o grupo e com o Vitória, assim como o projeto que tem de carreira, a nível europeu. Estamos satisfeitos pelo esforço efetuado pela direção de conseguir manter a grande maioria dos jogadores. A nossa grande contratação foi manter os jogadores que temos, para podermos dar seguimento a este crescimento dentro da nossa equipa com consistência.»