Ian Cathro recorda que o Estoril não tem as condições nem o orçamento de um dos 'grandes', mas tem a sua ambição bem elevada. Foto: IMAGO - Foto: IMAGO

«Não somos um grande, somos o Estoril, mas queremos muito mais»

Ian Cathro enaltece a «capacidade» dos seus jogadores, que lhe permite obter a atual senda de bons resultados e uma elevada produtividade ofensiva e alerta que essa postura ambiciosa irá continuar enquanto permanecer no comando técnico

O Estoril surge em excelente momento, num registo de três vitórias consecutivas, e constitui uma garantia de espetáculo pela capacidade ofensiva que demonstra – soma 41 golos, tantos quantos o líder FC Porto – em partidas animadas, nas quais também sofre golos - conta 33, tal como o Tondela, penúltimo classificado e…o adversário que se segue em visita à Amoreira, este sábado.

«Não sei se é muito justo perder tempo a falar sobre isso [elevada quantidade de golos marcados e sofridos], quando podemos falar sobre a capacidade dos jogadores, porque não somos um grande, somos o Estoril. Temos os recursos, o orçamento e a história do Estoril, só que aqui dentro queremos muito mais e trabalhamos para ter e fazer muito mais, para fazer jogos que as pessoas gostem de ver e ter uma energia incrível em campo», transmitiu o treinador estorilista, na antevisão ao desafio.

Ian Cathro deu como exemplo disso mesmo o último jogo disputado, que terminou com vitória dos canarinhos por 4-2 sobre o Santa Clara. «Em vez do facto de sofrermos dois golos mais uma vez, prefiro olhar para o momento em que o jogo passou para 2-2», elegeu, justificando.

«O ambiente, dinâmica e química entre os nossos jogadores e a cara deles, a capacidade de reassentar e reentrar no jogo, e depois reentrar no nosso ritmo e mostrar momentos de alta qualidade para depois irmos para a frente, marcámos o terceiro e criámos mais situações para acabar o jogo, com várias situações para fazer o quarto golo e pronto, o penálti. Acho que é muito mais justo falar da capacidade que os jogadores tiveram neste momento», salientou, satisfeito com a atitude da equipa.

O técnico deixou ainda vincado o que poderá esperar-se do Estoril por si comandado, independentemente das circunstâncias. «Se marcamos o primeiro, vamos logo para o segundo, se eles marcam o primeiro, vamos nós para o primeiro e vai continuar assim até o jogo acabar, e até que alguém me mande embora», avisou, convicto.