Gaitán revela que o FC Porto tentou contratá-lo: «Queriam fazer uma jogada estranha»
Nico Gaitán foi uma das figuras do Benfica entre 2010 e 2016. As águias foram a porta de entrada para o futebol europeu para o extremo argentino, que se desfez em elogios ao clube, em entrevista ao Flashscore: «O clube, como estrutura para mim é um gigante, preocupava-se a 100% com o jogador e com a família. No dia do jogo vinham buscar a tua família a casa, podias concentrar-te no jogo porque sabias que quando saísses eles estariam no camarote e depois desciam para te receber. Isso não acontece na Argentina.»
«Para Benfica é um monstro, estive lá há um ano e está a crescer cada vez mais. Tomei uma grande decisão ao ir para um clube enorme onde me trataram muito bem e me fizeram crescer como pessoa», reiterou Gaitán, que trocou o Boca Juniors pelo Benfica em 2010.
O sucesso de águia ao peito impossibilitou qualquer mudança para os rivais, que, de acordo com o extremo argentino, podia ter acontecido: «Isso aconteceu-me. O meu agente sabe um pouco melhor, queriam fazer uma jogada estranha lá, mas não podia, não consigo. Quando me sinto identificado [com um clube], não consigo, por muito que tente.» Gaitán levantou o véu sobre uma possível abordagem do FC Porto, mas não detalhou: «Não sei como explicar agora perante as câmaras.»
Nico Gaitán não esquece as seis temporadas em que representou as águias e destacou o carinho dos adeptos, que permanece até hoje: «Quando se consegue ganhar, isso também faz com que as pessoas se lembrem e tenham boas recordações. É incrível a forma como vivem o futebol, todo o país fala de futebol.»
O suecesso da experiência em Lisboa contrastou com um ano e meio difícil em Madrid, ao serviço do Atlético. «A atenção que o Benfica me deu quando cheguei em 2010 não me aconteceu no Atlético. Passámos muitos dias à procura de casa, não estava habituado a isso, dantes era como se o clube fizesse tudo por mim e ali não», lamentou.
Jogar lesionado e o «fora de série» Jesus
A atenção mais pormenorizada das águias permitiu que cumprisse sonhos, mesmo sem estar nas melhores condições de físicas: «Às vezes vinha para a Argentina lesionado, mas o clube respeitava-me porque sabia o que a seleção significava para mim.»
O extremo, que também representou o SC Braga e o Paços de Ferreira e recusou o rótulo de reformado, elegeu um treinador com quem coincidiu nas águias como o melhor da carreira: «Jorge Jesus, é de outro mundo. Mudou a minha mentalidade e a minha posição. Na véspera do jogo estava habituado a jogar umas peladinhas. Um dia perguntei-lhe se fazíamos e ele respondeu-me: 'Quero que os jogadores se concentrem totalmente no jogo. Se fizer uma peladinha para te divertires amanhã podem entrar no jogo assim'.»
«Tudo o que ele dizia que ia acontecer no jogo acontecia. Acho que vai ganhar a liga saudita com o Cristiano. É fora de série», defendeu.