João Gião é treinador do Sporting B desde março último - Foto: SPORTING CP
João Gião é treinador do Sporting B desde março último - Foto: SPORTING CP

João Gião enaltece a importância da Youth League: «Ambiente na academia muda»

Técnico afirmou que o objetivo do Sporting na competição é definido jogo a jogo e que agora passa por ganhar ao Kairat Almaty, nada mais do que isso

Na véspera da sua estreia na Youth League, João Gião, treinador da equipa B do Sporting, orientou o último treino e esteve em conferência de imprensa de antevisão à receção ao Kairat Almaty, do Cazaquistão. Na sessão de manhã, contou com jogadores da formação B, como Eduardo Felicíssimo, Flávio Gonçalves, mas foi Rafael Camacho, jogador dos sub-23, quem se sentou ao seu lado.

O técnico leonino pediu foco no jogo a jogo e o único objetivo, para já, é ganhar aos cazaques, não colocando a pressão de o fazer por muitos golos e afirmando que a longa viagem do adversário não terá impacto no jogo, por ter sido feita há dois dias.

«Trabalhar a olhar sempre para dentro, olhar para o processo, três dias permitiu agarrar num grupo com três escalões diferentes no clube, permitiu-nos olhar para dentro e tentar construir uma identidade mais comum. Olhar para o Kairat, uma equipa que não pode ser negligenciada, porque não é novata, já estiveram nesta competição. O Rafael mencionou que são a base de sub-19 do Cazaquistão, e fico contente que ele esteja atento às palestras [risos]. É uma equipa que nos vai por problemas, e dentro dessa perspetiva olhamos também para o lado estratégico», explicou, desvalorizando o bom arranque na equipa B.

«Separar as coisas. São competições completamente diferentes, uma competição que encaramos com muito entusiasmado, mas é uma competição à parte e que nada tem a ver com a equipa B. Temos jogadores aqui que compõe 3 plantéis, uma equipa completamente diferente e temos de encarar a competição de uma maneira diferente», atirou, abordando essa questão de ter três escalões diferentes no plantel.

«Em termos coletivos, é sempre mais complicado quando não treinam regularmente juntos. Isso é para todos os clubes. Estamos em condições, são desafios novos, tentamos criar princípios do que queremos construir. Há muitos princípios comuns nas equipas do Sporting, o ADN, valores inegociáveis, tentamos construir e englobar os jogadores nestes princípios. Temos trabalhado em contrarrelógio, mas passaram boas sensações e vão dar uma boa resposta», garantiu, enaltecendo a importância da competição.

«Uma competição extremamente exigente, em que estão as melhores equipas do escalão. É muito importante para eles, o ambiente na academia muda, fala-se disso. Crescem na academia para jogar nesta competição, é um ambiente especial, não há que esconder. As emoções vão estar à flor da pele, vão ter recordações, isso é fundamental para o desenvolvimento dos jogadores. Faz parte do processo e temos de encarar com uma grande competição», apontou, não pensando em mais nada do que ganhar ao Kairat.

«Ganhar ao Kairat é o nosso objetivo, não há outro caminho, não vale a pena traçar objetivo de longo prazo. É uma competição imprevisível, as equipas mudam de ano para ano. O Trabzonspor chegou à final, Olympiakos ganhou, tudo... fazer paralelismo é errado. Encaramos este jogo e esta competição desta forma. É uma oportunidade para desenvolver atletas, ganhar, e depois vamos fazendo o nosso percurso. Olhámos para esta jornada e os plantéis podem mudar na próxima jornada, isto muda muito e não há como traçar objetivos de médio, longo prazo», finalizou.

Rafael Camacho: «É a plataforma dos melhores da europa»

«O grupo está muito bem e é muito bom estar neste ambiente. Temos vários escalões no grupo e estamos a trabalhar bastante. Ano passado? O futebol vê-se nos detalhes, é tentar corrigir este ano», começou por dizer, desvalorizando a eliminação pelo Estugarda nos oitavos de final da última edição, e apontando apenas para a vitória.

«Não diria ganhar por muitos golos, todos querem ganhar. É formar o processo e consolidá-lo enquanto equipa e os golos acabam por vir», explicou, colocando o foco mais em si e na equipa.

«Olhamos para este adversário como olhamos para todos os outros. O Kairat tem 9 jogadores sub-19 e um sub-21, portanto não olhamos para nomes e o foco vai ser o mesmo. Focar em nós, olhar também para eles, mas com a intenção de fazer o nosso jogo», afirmou, falando no jogo a jogo.

«Neste momento, a minha meta é tentar ganhar o jogo de quinta-feira e depois, pouco a pouco, ir-me consolidando e depois acaba por vir como consequência uma equipa B ou A. Importância desta competição? É a plataforma dos melhores da europa e qualquer jogador gostava de a jogar», finalizou.

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