Mundial
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Esta laranja mecânica impressiona e está longe de estar espremida (crónica)
Os Países Baixos não tiveram grandes dificuldades para derrotar a já eliminada Tunísia, por 3-1, garantindo o primeiro lugar do grupo F. O encontro ainda chegou a ser ameaçado por uma tempestade, mas a bola rolou mesmo em Kansas, apesar da chuva por vezes forte. Nos 16 avos de final, os comandados de Ronald Koeman fogem ao Brasil e vão defrontar Marrocos, que também se perspetiva como um adversário exigente.
Voltando à história do jogo, o resultado (e as contas da liderança) ficaram fechadas nos primeiros 10 minutos. O primeiro aviso até foi dado pela Tunísia. Aos 2’, Mastouri trabalhou bem na esquerda e Gharbi, jogador ligado ao SC Braga que esteve cedido ao Augsburgo, atirou por cima das redes de Verbruggen.
A resposta apareceu logo a seguir, sem espaço para avisos. Num lance bem construído, Dumfries cruzou em força e Skhiri encostou para a… própria baliza. Autogolo e os Países Baixos na frente aos 3’. Tal como nos outros dois jogos, a formação tunisina, que trocou de selecionador após a primeira jornada, sofreu cedo.
As más notícias não paravam de chegar para Hervé Renard e, aos 7’, os Países Baixos dilataram a vantagem. Malen caiu no relvado e a mexicana Katia Iztel García – primeira mulher latino-americana a apitar num Campeonato do Mundo –, assinalou falta. Na sequência do livre batido por Reijnders, Van Dijk cabeceou e Brobbey só teve de encostar.
Países Baixos entraram a todo o gás 💨
— sport tv (@sporttvportugal) June 25, 2026
Dois golos nos primeiros 7’ vão resolvendo o jogo para os neerlandeses 🇳🇱#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Tunísia #PaísesBaixos #betano pic.twitter.com/xXiWHYRehR
A Tunísia apresentava-se com uma linha muito recuada e mostrava muitas dificuldades ofensivamente, apesar de mostrar qualidade. O minuto 13 foi exemplo disso, quando Slimane cabeceou para defesa de Verbruggen. Antes dos 20’, Dahmen evitou o terceiro dos Países Baixos ao defender uma tentativa de chapéu de Reijnders.
A Tunísia tentava sacudir a pressão e Gharbi, um dos mais inconformados, atirou do meio da rua, mas muito ao lado. Na outra área, Dahmen, corajoso, saiu aos pés de Gakpo e manteve o 0-2. Em cima do intervalo, Dumfries rematou cruzado para defesa segura do guarda-redes da Tunísia.
A segunda parte arrancou numa toada semelhante à primeira. Logo aos 51’, foram as costas de Skhiri a evitar o golo de Dumfries. A Tunísia deu sinal de vida e conquistou um canto, aos 54’, que acabaria em golo. Hannibal Mejbri bateu um pontapé de canto aberto e Mastouri, sozinho, cabeceou para o fundo das redes.
Os Países Baixos reagiram, voltaram a acelerar e não demoraram muito para fazer o 3-1. Van Hecke, de cabeça, dilatou a vantagem dos neerlandeses, aos 62’. Slimane ainda desviou, mas a bola já levava a direção da baliza. Quatro minutos volvidos e bola na barra. Dahmen sacudiu a bola e deixou a baliza deserta. Reijnders dominou e fez uma chapelada que só não deu golo porque a bola bateu no ferro. Com as equipas com muitas mexidas, Hannibal Mejbri obrigou Verbruggen a aplicar-se.
Os Países Baixos passam a fase de grupos no primeiro lugar, com sete pontos, e irão defrontar Marrocos nos 16 avos de final, perspetivando-se um grande jogo. A Tunísia diz adeus ao Mundial com três derrotas em três jornadas.