Nile John encheu o campo e apontou o primeiro golo do Moreirense na receção ao SC Braga — Foto: Hugo Delgado/LUSA
Nile John encheu o campo e apontou o primeiro golo do Moreirense na receção ao SC Braga — Foto: Hugo Delgado/LUSA

Com temperatura tão alta, João Veloso aproveitou e assou o... 'chouriço' (crónica)

Jovem médio emprestado pelo Benfica tentou o cruzamento, na compensação, mas fez... o golo do empate. Guerreiros foram superiores e mereciam ter ganho

O SC Braga derrapou no início do campeonato. E escreve-se derrapou porque os guerreiros são, em teoria, superiores, e foram-no, também, na prática. Mereciam, como tal, vencer esta partida.

Mas o dérbi foi muito bom. E para ter a qualidade que teve precisou de um contendor à altura. E, nesse capítulo, o Moreirense respondeu presente.

A meio de uma eliminatória europeia — depois do triunfo (1-0) sobre o Dinamo Minsk, na passada quinta-feira, e antes da segunda mão da terceira pré-eliminatória, na próxima quinta-feira, na Bulgária —, Carlos Vicens decidiu fazer seis alterações no onze e uma dessas mexidas deu frutos logo aos 7 minutos: Fran Navarro recebeu um (excelente) passe longo de Vítor Carvalho, trabalhou bem na área, dominando e rodando sobre Kevyn, rematando, depois, de forma colocada para o primeiro golo da noite.

Mas a festa bracarense foi... um fósforo. Na resposta, Nile John arrancou cheio de crença pela zona central do terreno e, ainda de fora da área, atirou de pé esquerdo para o fundo das redes da baliza à guarda de Bernardo Fontes.

O ritmo alucinante não baixou e o perigo andou sempre na zona das grande áreas. Diogo Travassos quis fazer uma maldade à sua antiga equipa, aos 24 minutos, mas André Ferreira... conhece-o bem. Alexandre Parsemain, do outro lado, estava pronto para desviar um cruzamento de Landerson, mas Bernardo Fontes defendeu... como pôde: com os pés. E bem. Foi eficaz. À passagem do minuto 38, Francisco Domingues encheu-se de fé e soltou a bomba do meio da rua, mas do outro lado estava um autêntico 31 entre os postes dos arsenalistas. Os cónegos não baixavam a guarda e, logo a seguir, Alexandre Parsemain correspondeu, de cabeça, ao cruzamento de Leandro Santos, mas Bernardo Fontes estava atento. Tal como estava, de resto, André Ferreira, perante a ousadia de Demir Tiknaz, a segundos do intervalo.

A etapa complementar teve (muito) mais SC Braga e Pau Víctor consubstanciou esse domínio com um belo remate cruzado (67'). Os guerreiros iam controlando e Denis Huseinbasic viu o poste negar-lhe os intentos.

Mas a crença dos comandados de Vasco Botelho da Costa — mais uma receita de organização apresentada pelo jovem técnico — deu frutos nos descontos: João Veloso quis cruzar, Parsemain não conseguiu o desvio, e a bola... entrou: 2-2.

Que tremendo banho de gelo para os milhares de bracarenses que não se cansaram de incentivar a equipa em Moreira de Cónegos. Mas, não esquecer a nota de rodapé não menos importante: que belo dérbi!

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):

O SC Braga é uma equipa de um nível muito bom e por mérito deles não conseguimos ativar a pressão como queríamos. O SC Braga foi superior, mas realço a nossa atitude. Fomos intensos e competitivos. Satisfeitos com o ponto.

Carlos Vicens (treinador do SC Braga):

Quando fazes tantas coisas bem num campo difícil e permites tão poucas coisas, só podes sentir-te dececionado e frustrado. Não conseguimos a vitória, mas vamos mudar o chip porque temos uma final na quinta-feira e queremos estar no play-off.

As notas dos jogadores do Moreirense:

As notas dos jogadores do SC Braga:

A iniciar sessão com Google...