Sporting: reação musculada e jogadores com orelhas a arder
O empate frente ao Estrela da Amadora (2-2) caiu mal em Alvalade. E, sobretudo, caiu mal a Rui Borges. Após uma pré-época auspiciosa, marcada por vitórias, golos e sinais de confiança, o Sporting entrou com o pé esquerdo no campeonato e deixou escapar uma vantagem de dois golos numa reta final que provocou forte descontentamento no treinador.
Rui Borges, sabe A BOLA, não escondeu a irritação e fez questão de transmitir ao plantel, de forma clara e sem rodeios, que o rendimento apresentado na segunda parte esteve muito aquém do exigível. O técnico leonino foi duro e ríspido na abordagem aos jogadores, num verdadeiro puxão de orelhas depois de uma partida que parecia estar controlada e que acabou com um empate comprometedor por 2-2.
O treinador não poupou nas palavras para chamar a atenção do grupo. A mensagem foi essencialmente uma: o Sporting tem de fazer muito mais. A vantagem construída durante o encontro não pode servir de desculpa para uma quebra de concentração, muito menos para uma equipa que pretende lutar pelos objetivos mais elevados da temporada.
Mais do que o resultado, foi a forma como o empate aconteceu que esteve no centro da insatisfação. Rui Borges exigiu maior consistência durante os 90 minutos, alertando para a necessidade de manter níveis elevados de concentração mesmo quando a equipa está em vantagem.
A pré-época tinha alimentado expectativas. O Sporting apresentou-se forte, eficaz e com grande capacidade ofensiva, somando triunfos e muitos golos. A estreia oficial, porém, revelou alguns traumas do passado, nomeadamente a incapacidade de gerir vantagens e de impedir uma reação que acabou por custar pontos. O recado foi dado. O empate com o Estrela deixou marcas e Rui Borges fez questão de as tornar claras no balneário. O primeiro tropeção serviu para o treinador elevar o tom. Agora, espera-se uma resposta dos jogadores. Já com o Vitória de Guimarães onde não há margem de erro.