Amorim perde as estribeiras: «Sei que não me chamo Mourinho, mas vim para ser o 'manager' do United, não o treinador!»
Após o empate a um golo frente ao Leeds, na jornada 20 da Premier League, Ruben Amorim, treinador do Manchester United, protagonizou um momento de frustração na conferência de imprensa de rescaldo à partida.
Questionado sobre se ainda sente a confiança da direção, Amorim respondeu que chegou para ser manager dos red devils: alguém que não é apenas treinador, mas que tem, além disso, um papel de decisão também no que toca, por exemplo, às transferências da equipa. «Para pararmos com tudo isto, e eu notei que recebem informação seletiva, vim para ser o manager do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United. Isso é claro. Sei que não me chamo Tuchel, não me chamo Conte, não me chamo Mourinho, mas sou o manager do Manchester United. Assim será durante 18 meses, ou quando a direção decidir mudar. Esse foi o meu ponto, quero acabar assim. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até vir outro para me substituir», afirmou.
O português reforçou que continuará a ocupar este cargo até ao final do contrato, altura em que «toda a gente vai seguir em frente», garantiu que o clube tem de aguentar a pressão causada pelas palavras de comentadores e destacou, em específico, Gary Neville, antiga figura dos red devils que tem sido crítico das prestações do United. «Quero dizer apenas que vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador. Fui muito claro. Isso vai acabar em 18 meses. Depois, toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo, esse é o meu trabalho, não ser apenas o treinador. Se as pessoas não conseguirem aguentar os Gary Nevilles e as críticas, temos de mudar o clube. Só quero dizer isso. Vim para ser manager, não o treinador. Todos os departamentos, o de scouting, o diretor-desportivo, têm de fazer o trabalho deles. Eu tenho de fazer o meu e, daqui a 18 meses, seguimos em frente», completou, antes de deixar a sala de imprensa de Elland Road.