Hugo Faria tornou-se num valor seguro dos matosinhenses e ainda está no início de carreira - Foto: Leixões
Hugo Faria tornou-se num valor seguro dos matosinhenses e ainda está no início de carreira - Foto: Leixões

A afirmação depois do Benfica: 'centralão' mergulha no Mar e mostra-se ao Mundo

Hugo Faria, de apenas 21 anos, saltou dos sub-23 do Leixões para fixar-se em definitivo na equipa principal. Stopira é o patrão em Torres Vedras. Rui volta a dar (à) Costa em Faro. Yefrei entra a 'matar' em Oliveira de Azeméis

Começa a ganhar (ainda mais) força a ideia de que há uma pérola em Matosinhos. Hugo Faria está em ponto de rebuçado e tem sido um dos principais destaques da retoma que está a ser encetada pelo Leixões neste início de segunda metade da temporada.

Natural de Ermesinde e com formação dividida por Alfenense, Boavista, Vitória de Guimarães e Benfica — chegou a jogar pelos sub-23 dos encarnados, na época 2022/2023 —, Hugo Faria chegou ao Estádio do Mar em 2023/2024, ano que dividiu entre os sub-23 (13 jogos e um golo) e a equipa B (24 partidas e três tentos apontados) do Leixões. A porta do profissionalismo estava escancarada.

Todos os créditos foram confirmados na campanha seguinte, de novo na formação secundária dos bebés do Mar: 32 encontros e um passe certeiro. Esta temporada ainda ficou marcada por 14 jogos nos sub-23, mas a chamada ao topo tornou-se inevitável.

Carlos Fangueiro — que regressou entretanto ao clube matosinhense, ocupando a vaga deixada em aberto após a saída de Fernando Valente (que havia feito a transição depois de João Nuno Fonseca ter começado a época) — olhou para dentro e detetou potencial em Hugo Faria. Chamou-o à equipa principal e o resto... já começa a ser história.

O jovem defesa-central, de apenas 21 anos, pegou de estaca e, ao dia de hoje, é um titular indiscutível do Leixões. Curiosamente (ou não...), desde que o camisola 63 foi lançado às feras... a formação de Matosinhos não mais perdeu: quatro jogos, duas vitórias — Felgueiras (1-0) e Feirense (2-1) — e dois empates — Benfica B e Penafiel (ambos 0-0). E só um golo sofrido...

Com nove internacionalizações (um golo) pelos sub-18 de Portugal, Hugo Faria é um centralão moderno. Forte nos duelos aéreos, (muito) rápido nas dobras e no ataque à profundidade defensiva, apela também à sua qualidade técnica para aportar bastante sumo à primeira fase de construção, permitindo à equipa sair em posse e galgar metros em desbloqueio.

E foi, precisamente, numa dessas incursões ofensivas (qual Beckenbauer...) que Hugo Faria assistiu (com categoria) Paulité para o golo do triunfo em Felgueiras, no passado dia 17 de janeiro, por ocasião da 18.ª jornada da Liga 2.

Atenta a tudo isto, a SAD do Leixões não perdeu tempo e está já a tratar da renovação de contrato com o jogador. O central tinha vínculo com os matosinhenses até final da presente temporada, mas nos próximos tempos deverá prolongar a sua ligação ao clube por mais três épocas e meia, ou seja, até 2029.

Há ouro em Matosinhos. Porque Hugo (não) Faria: faz. E tudo o que faz... faz muito bem. É para continuar a seguir com muita atenção e vê-lo chegar ao topo. Em Portugal e/ou no estrangeiro. Seguramente!

Stop(ira): há patrão!

Muitas vezes diz-se que um jovem central pode ser ainda melhor se fizer dupla com um experiente. Isso passa-se no Oeste. Mohamed Ali-Diadie (que já constou desta nossa rubrica) está a crescer a olhos vistos no Torreense, sendo que além das suas qualidades individuais conta ainda com a preciosa ajuda de Stopira. O patrão do eixo da retaguarda dos azuis-grená.

Do alto dos seus 37 anos, o internacional cabo-verdiano dita as suas leis em Torres Vedras e já leva 26 jogos (dois golos) esta temporada. Sabe tudo do jogo: posicionamento, tempo de saída à pressão e jogo aéreo. É um regalo.

Rui a dar (à) Costa em Faro

O minhoto também já tem uns anos disto e a sua presença — tanto no relvado, como no balneário — pode ser muito importante para que o Farense consiga sair da posição incómoda em que se encontra.

Rui Costa sabe tudo do jogo e não há ponta de terreno do último terço ofensivo que não conheça. Movimenta-se bem sem bola, fugindo às marcações contrárias para aparecer entrelinhas à espera do passe, mas em posse também sabe colocar o coletivo a carburar. Tem quatro golos e uma assistência em 19 jogos e os leões algarvios contam com a sua colaboração para selarem a permanência.

Colombiano implacável: chegar, jogar e marcar

São apenas 20 anos e ainda muito futebol pela frente. Yefrei Rodríguez começou a época no Tondela — dois golos em 16 jogos e algumas prestações que até deixaram água na boca... —, mas mudou-se recentemente para a UD Oliveirense, em busca de jogar com mais regularidade e provar todo o seu valor.

E que melhor cartão de visita do que um golaço logo na estreia? O tento pode ser o mote para que o sul-americano se assuma definitivamente no futebol português. O jovem avançado colombiano tem muita mobilidade, é rápido e possui sentido de baliza. Um vagabundo, portanto. Vai crescer e... explodir.