Depois de Sporting, Benfica e Milan, antigo internacional jovem volta a brilhar
Em terra de corticeiro sê... supersónico. É assim que anda Tiago Dias. A correr que nem um desalmado. De tal forma que ainda a época vai a meio e o esquerdino já alcançou os melhores registos de toda a carreira: 22 jogos, quatro golos e seis assistências.
Os números são elucidativos quanto à excelência da temporada que o camisola 77 tem vindo a realizar. E nem sempre foi titular. Das 22 partidas que já contabilizou (19 para a Liga 2 e três para a Taça de Portugal), Tiago Dias foi suplente utilizado em sete. E curiosamente, metade dos passes certeiros que tem em 2025/2026 foram alcançados quando o canhoto saltou do banco.
O percurso formativo de Tiago Dias já deixava antever uma carreira de nível. O extremo, natural de Lisboa, dividiu esse processo por Sporting e Benfica — chegou a atuar pela equipa B dos encarnados, em 2016/2017, participando em quatro encontros e apontando um golo —, rumando depois a Itália para representar o (também) poderoso Milan. Depois de um ano nos sub-20 do emblema transalpino, foi cedido a SC Braga e a Famalicão, até que na época 2020/2021 teve de dar um passo atrás na carreira para depois poder vir a dar dois à frente: vestiu a camisola do Olhanense, no Campeonato de Portugal. Mas o regresso ao profissionalismo chegaria.
Entre 2021 e 2023 representou o Feirense, na Liga 2, e voltou a comprovar todo o seu valor: 67 jogos, três golos e sete assistências. As duas épocas de relevo nos fogaceiros valeram-lhe a chegada à elite do futebol nacional, tendo sido contratado pelo Casa Pia no início da temporada passada. Durante dois anos jogou de ganso ao peito, voando, esta época, para Lourosa.
E no Lusitânia reencontrou-se com a sua velocidade de ponta. Sendo essa uma das suas principais características, também é preciso dizer que Tiago Dias é dotado de uma qualidade técnica de monta, apresentando um cardápio de soluções extremamente alargado no que concerne aos lances de um contra um. Quando vai para cima dos adversários... é um problema.
Além disso, o antigo internacional jovem por Portugal (dos sub-16 aos sub-20), agora com 27 anos, possui uma polivalência que lhe permite jogar em várias posições no terreno de jogo. Sendo um extremo puro, rende à direita ou à esquerda, mas também pode jogar em zonas mais recuadas, como ala, ou seja, fazer todo o corredor. E numa defesa a quatro até pode, em caso de necessidade, ser lateral.
Certo é que Tiago se reencontrou consigo próprio e vive Dias (muito) felizes em Lourosa. Além do proveito próprio, a produção do jogador beneficia também o Lusitânia. Os corticeiros, superiormente comandados pelo experiente Pedro Miguel, estão a fazer um campeonato sensacional (subiram esta época à Liga 2...) e até já olham mais para cima do que propriamente para baixo...
Alma até... Almeida
Natural da Bairrada, mas com alma até... Almeida. Depois de um longo trajeto no Anadia, Tiago Almeida esteve cinco temporadas ao serviço do Tondela e há dois anos mudou-se para Trás-os-Montes, onde já não há frio que lhe meta medo.
A primeira época no Chaves foi como que de adaptação à nova realidade (11 jogos), mas na presente campanha tem vindo ao de cima o melhor do lateral-direito: 21 encontros, um golo e quatro assistências. Certinho a defender, (em linha de quatro ou de cinco), dá profundidade ao corredor e define bem no último terço. Só tem 24 anos e muito para dar.
Baldé de magia no Mar
Há um Baldé de magia no Estádio do Mar: Amadu está a revelar-se no Leixões e promete vir a dar muito que falar.
O jovem médio guineense, de apenas 20 anos, começou a época nos sub-23, mas as grandíssimas prestações que alcançou na referida realidade competitiva garantiram-lhe o salto para a elite matosinhense, onde já soma nove jogos (os últimos cinco como titular). Forte nos duelos e possante fisicamente, Amadu Baldé assume a primeira fase de construção com mestria, fruto da sua elevada qualidade de passe, e mete a equipa a jogar. Tem contrato até 2028 e vai (muito) longe...
Foe-Ondoa de... Manga arregaçada
Manga Foe-Ondoa. É este o nome do jovem médio franco-camaronês, de apenas 20 anos de idade, que tem estado em plano de evidência com a camisola da UD Oliveirense.
No emblema de Oliveira de Azeméis, que representa por empréstimo do Estoril, contabiliza 22 jogos e três golos, mas, e acima de tudo, apresenta características que, mais cedo ou mais tarde, o levarão ao mais alto patamar do futebol nacional. Rápido na reação à perda e com sentido posicional apurado, Manga Foe-Ondoa progride em posse e encontra sempre boas linhas de passe. O nome vai ter (mais) eco no futuro...