Vicens projeta Gil Vicente: «Exibição e rendimento ao nível do jogo»
Depois do Moreirense... mais um dérbi minhoto. O SC Braga recebe, este domingo (20h30), o Gil Vicente, numa partida relativa à 2.ª jornada da Liga, sendo que, para os arsenalistas, este será já o sexto encontro oficial desta temporada.
Depois de deixarem para trás o Zeleznicar Pancevo (Sérvia) e o Dinamo Minsk (Bielorrússia), nas segunda e terceira pré-eliminatórias da Liga Conferência, respetivamente, os bracarenses retomam os caminhos do campeonato e pretendem somar um primeiro triunfo na prova, isto depois do empate (2-2) no reduto dos cónegos, na ronda inaugural.
Na projeção do duelo frente aos gilistas, Carlos Vicens detalhou as competências do emblema de Barcelos e projetou o que os guerreiros terão de fazer para saírem por cima no dérbi.
«Vamos ter de estar preparados. O jogo exige isso, temos de dar resposta com uma reação positiva, ambiciosa, com uma equipa com energia, e tentar ganhar, que é o objetivo. Vai ser uma equipa difícil, que vai apresentar um jogo intenso e temos de oferecer a nossa melhor versão para vencer. A mentalidade de preparar o jogo será na direção de oferecer uma exibição, um rendimento a nível do jogo que vamos ter. Temos de fazer uma boa pressão, porque o Gil Vicente constrói bem. Temos de defender bem e no nosso ataque temos de procurar a energia e a fluidez para marcar», assumiu, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste sábado.
A exibição do SC Braga frente ao Dinamo Minsk, na passada quinta-feira, ficou aquém do esperado, ainda que o resultado final (0-0) tenha garantido o apuramento para o play-off da Liga Conferência, já que na primeira mão os minhotos tinham vencido por 1-0. Carlos Vicens fala em falta de eficácia na finalização, mas também reconhece que é preciso subir um patamar. «Tirando o Zeleznicar fora de casa, não acho que tenha havido falta de brilhantismo. Vamos tentar que nas três ou quatro oportunidades que temos as bolas entrem. Quando não entra é mais difícil. Se analisarmos os nossos jogos fora de casa desde que cheguei, foi dos melhores que fizemos [com o Moreirense]. Foi um jogo muito sério, com nível alto e com dois golos do rival que temos de evitar. Temos de ser mais vivos, mais competitivos», analisou, antes de abordar diretamente o encontro na Bulgária, com o Dinamo Minsk: « Tínhamos a sensação de que o resultado foi curto para o que fizemos na primeira mão e não queríamos perder a vantagem [1-0]. Quer se queira ou não, isso está presente nos jogadores, um jogo mais de espera, e a equipa não sabe se deve imprimir mais ritmo ou se se vai desmontar da pressão para atacar. Não estivemos finos em várias coisas, na segunda parte estivemos perto de marcar, houve muito impasse, mas as ocasiões mais claras, apesar de não ser um jogo brilhante, foram nossas. Não é fácil competir na Europa. Não é a versão do SC Braga que queremos ver, mas temos consciência do que envolveu esse jogo.»
O líder máximo do balneário dos bracarenses abordou ainda as lesões de Bright Arrey-Mbi, Gorby e Jonas Wind — sendo que este último, reforço para a presente temporada, ainda não se estreou com a camisola do SC Braga. «São dois casos diferentes, a do Gorby acontece no final do jogo com o Moreirense e depois de acumular muitos minutos nos jogos anteriores. O Bright Arrey-Mbi vinha de não jogar na quinta-feira e acontece cedo no jogo e também é uma lesão um pouco mais leve. São coisas que se passaram na primeira vez em que fazes dois jogos por semana e acontece no segundo jogo. Mas sou consciente de que as lesões não têm apenas uma causa, há muitos fatores que podem influir, trabalhar ao máximo nível e jogar jogos continuamente é um fator, mas não o único, vamos tentar recuperar o mais cedo possível», assumiu sobre o defesa-central e o médio, falando, depois, do ponta de lança: «Não queremos dar um passo em falso, queremos queimar todas as etapas antes de decidir o seu regresso.»