Mais uma grande noite para Lamine Yamal, que marcou dois dos quatro golos de Espanha - FOTO: Imago
Mais uma grande noite para Lamine Yamal, que marcou dois dos quatro golos de Espanha - FOTO: Imago
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Noite mágica de Lamine Yamal a pedir a Bola de Ouro

Estrela do Barcelona bisou e teve momentos de magia num jogo em que a Croácia nunca conseguiu equilibrar e perdeu com naturalidade por 1-4

Num extraordinário ambiente de festa, a seleção espanhola disputou, no Estádio de Sevilha, o seu primeiro jogo em casa após ter-se sagrado campeã do mundo — um momento de regozijo pelo título e pelo novo triunfo nesta Liga das Nações.

Tal como em Wembley, o primeiro golo surgiu bastante cedo: com menos de um minuto decorrido, Lamine Yamal aproveitou um passe em profundidade de Fermín, rematou forte e abriu o marcador. Este tento, fabricado numa longa jogada em que participou toda a equipa, marcou o início trepidante do desafio, com os homens da casa a jogarem a um grande ritmo e os croatas desnorteados, sem saberem muito bem como travar a avalanche de jogo ofensivo que lhes caiu em cima.

Parecia que a goleada seria inevitável, mas Livakovic evitou o segundo golo — que parecia certo — e isso deu moral aos visitantes para, pouco a pouco, irem equilibrando a partida e até se atreverem a ensaiar algumas jogadas de ataque. A Espanha foi perdendo velocidade e permitiu que a Croácia chegasse à igualdade: Perisic cruzou do lado esquerdo, Cubarsí e Huijsen não se entenderam e Beljo aproveitou a hesitação para, num magnífico cabeceamento, fazer o tento do empate.

A grande alegria dos croatas durou pouco. A turma espanhola reagiu de forma imediata e, na sequência de um canto, Lamine Yamal colocou a bola na área, onde surgiu Pubill a fazer o segundo golo e o primeiro da sua conta pessoal como internacional.

Chegou-se assim ao intervalo com a Espanha a vencer pela margem mínima, embora pudesse ter marcado mais golos com as oportunidades de que dispôs — a mais clara num remate de Fermín que enviou a bola à trave.

No recomeço, a Croácia pareceu disposta a tentar a sua sorte, jogando com mais brio e intensidade e logrando exercer um ligeiro domínio. Seguiu-se um jogo mais pausado de parte a parte e com alguns fricções entre jogadores das duas equipas — uma fase algo monótona que foi quebrada pelo terceiro golo espanhol. Outra vez obra de Lamine Yamal que, depois de se esgueirar pela direita, rematou num ângulo que só ele viu, batendo o guarda-redes visitante.

As poucas dúvidas que poderiam restar sobre o vencedor da partida desapareceram com este golo. Já nos minutos finais, seguiu-se o quarto tento, apontado por Nico Williams, fechando um resultado que expressou bem a superioridade da equipa espanhola. Apesar das rotações promovidas por Luis de la Fuente, a Espanha voltou a vencer: jogue quem jogar, a filosofia é sempre a mesma, confirmando a enorme classe destes campeões do mundo.

A sua grande estrela é, sem dúvida, Lamine Yamal: marcou dois golos, fez uma assistência e confirmou a sua condição de forte candidato à conquista da Bola de Ouro. Quanto à Croácia, fez o que pôde; é uma seleção em fase de transição, juntando veteranos como Modric ou Kovacic a uma vaga de jovens que parece ter um enorme futuro pela frente.

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