Benfica com dificuldade em criar situações de remate     Fotografia Miguel Nunes
Benfica com dificuldade em criar situações de remate Fotografia Miguel Nunes
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Benfica com estreia europeia às cegas na Luz

Uma sombra de como já atuaram esta temporada, os encarnados tiveram dificuldade em contrariar o Torrelavega no arranque da European League

Foi com uma pesada derrota frente aos espanhóis do Torrelavega, na Luz, por 24-31 (14-17 ao intervalo), que o Benfica iniciou a campanha da European League 2026/27, em que está integrado no Grupo F.

Os lisboetas pagaram caro o desperdício ofensivo — com destaque para quatro livres de 7 metros falhados — e a grande exibição do seu antigo guarda-redes, o brasileiro Rangel da Rosa, que esteve em plano de evidência pelos espanhóis ao registar 14 defesas , com 38 por cento de eficácia.

Embora tenham sido as águias a inaugurar o marcador, os visitantes rapidamente assumiram o ritmo e controlo do jogo, apoiando-se na sua capacidade e dureza fisica a defender para explorar os sucessivos erros do conjunto de Anders Hallberg para construir a inesperada vantagem de 2-9.

Perante a desvantagem, os encarnados reagiram e encetaram uma gradual recuperação. Com maior acerto na finalização e Sindre Heldal em destaque, encurtaram a diferença a 11-12 aos 24 m.

A reação motivou um pedido de time-out por parte do Torrelavega, que conseguiu estancar a aproximação e recolher aos balneários a liderar por 14-17.

No regresso, Tobias Thulin rubricou três intervenções nos instantes inaugurais, mas Rangel da Rosa continuou a travar as intenções dos locais. O Benfica ainda logrou manter o resultado em aberto ao atingir o 20-23, numa fase em que João Lourenço assistiu Javier Rodríguez por duas ocasiões.

Contudo, não mais do que isso. Nem mesmo a aposta tática no 7×6 surtiu o efeito desejado para osdonos da casa, permitindo ao Torrelavega cavar um fosso com um decisivo parcial de 1-5 que colocou o resultado em 21-28. Sem concretizar livres de 7m, o Benfica não teve capacidade para impedir que o adversário gerisse a diferença no marcador nos últimos minutos.

«Começámos mal, também falhámos três boas oportunidades a 6m da baliza, mas depois trabalhámos, entrámos no jogo e a sensação ao intervalo era boa. Falámos sobre a defesa, sabíamos que iam continuar a rematar. Mas, depois não subimos na defesa e não os deixámos jogar por fora, porque eles não queriam fazer isso. Estou muito desiludido. A grande diferença foi o guarda-redes do Torrelavega, muitas grandes defesas. Quando tentámos reagir na 2.ª parte, falhámos quatro livres de 7 metros; disse Hallberg à BTV.

No outro embate do grupo, os checos do Karviná receberam e venceram os dinamarqueses do Holstebro por 23-33 (11-16).

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