Aleksander Ceferin, presidente da UEFA
Aleksander Ceferin, presidente da UEFA

UEFA distancia-se da FIFA e reforça suspensão da Rússia

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, defende que a posição do organismo «é clara e não mudou»

A UEFA mantém-se firme na suspensão das equipas russas das provas internacionais de futebol, devido à guerra na Ucrânia, garantiu, esta quinta-feira, Aleksander Ceferin, presidente do organismo. As declarações do dirigente contrastam com a posição assumida pela FIFA, que admitiu o levantamento parcial das sanções.

«A posição da UEFA é clara e não mudou. Não comento o que a FIFA faz ou os governos dizem. O Mundo muda. Veremos o que o futuro nos reserva», disse Ceferin, em conferência de imprensa, durante o 50.º congresso da UEFA, que se realizou em Bruxelas.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, criticou, no início de fevereiro, a proibição imposta às equipas russas de competirem em provas internacionais, que está em vigor desde o início de 2022, defendendo o levantamento parcial, a começar nos escalões de formação.

«Este boicote não conseguiu nada, só criou mais frustração e ódio. Que os meninos e as meninas da Rússia possam jogar futebol em outras partes da Europa pode ajudar», afirmou Infantino, em declarações à Sky.

As declarações do presidente da FIFA geraram uma onda de indignação na Ucrânia. O ministro do Desporto do país classificou-as como «irresponsáveis e até infantis», acusando Infantino de «desligar o futebol da realidade onde crianças estão a ser mortas». Também em declarações à Sky, o governante anunciou que mais de 100 futebolistas estão entre os mais de 650 atletas e treinadores ucranianos mortos pelos russos.

Esta quinta-feira, Ceferin manifestou-se atento à evolução da guerra na Ucrânia, mas alertou que a posição da UEFA «permanece inalterada». Do congresso realizado em Bruxelas resultou também a aprovação, por unanimidade, do relatório e contas da época 2024/25, que apresentou um resultado líquido negativo de 46,2 milhões de euros, coberto pelas reservas do organismo, e teve receitas superiores a 5.000 milhões de euros, mais 737 do que na época anterior.