Infantino entregou 'Prémio FIFA da Paz' ao presidente dos Estados Unidos
Infantino entregou 'Prémio FIFA da Paz' ao presidente dos Estados Unidos - Foto: IMAGO

Presidente da FIFA defende Donald Trump e admite levantamento de suspensão da Rússia

Gianni Infantino desculpou-se ainda pelos comentários proferidos sobre adeptos ingleses

O presidente da FIFA considerou, em entrevista à Sky News, que o organismo que preside «tem de» avaliar o levantamento da proibição da disputa de todas as competições internacionais por parte de clubes e seleções russos. Gianni Infantino admitiu pensar em levantar a suspensão aplicada a 28 de fevereiro de 2022, na sequência da invasão da Ucrânia.

O presidente da FIFA destacou a importância de «raparigas e rapazes russos terem a oportunidade de jogar futebol noutras partes da Europa». «Esta suspensão não alcançou nada, apenas criou mais ódio e frustração», frisou Infantino, que descartou aplicar a mesma medida a Israel.

«Devíamos consagrar nos nossos estatutos que nunca devemos proibir nenhum país de jogar futebol devido aos atos dos seus líderes políticos. Acho que no nosso mundo dividido precisamos de ocasiões em que as pessoas se possam reunir pela paixão pelo futebol», salientou Infantino.

O presidente da FIFA relativizou ainda os apelos ao boicote do Campeoanto do Mundo de 2026.

Trump «merece» prémio da Paz

Gianni Infantino reiterou também a entrega do Prémio da Paz da FIFA a Donald Trump, no sorteio do Mundial 2026, a 5 de dezembro de 2025, apesar da «reação forte» da opinião pública. O dirigente italiano considerou que o presidente dos Estado Unidos «merece a honra», justificando-a com o gesto de Marina Corina Machado, galardoada com o Nobel da Paz em 2025: «Não é só o Gianni Infantino que diz, a vencedora do Prémio Nobel da Paz também. Ele foi essencial para resolver conflitos e salvar milhares de vidas.»

O presidente da FIFA pediu ainda desculpa pelos comentários proferidos a 23 de janeiro, sobre os adeptos ingleses: «Pela primeira vez na história nenhum inglês foi preso durante o Mundial 2022. É algo realmente especial.»

«Não foi a minha intenção [ofender]. Sou um grande fã do futebol inglês», frisou.