Thiago Silva foi lançado por Farioli aos 63 minutos - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Thiago Silva foi lançado por Farioli aos 63 minutos - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Thiago Silva: «Parecia um City-Arsenal. Muito estratégico»

Central do FC Porto pede calma e concentração até ao final do campeonato

O FC Porto esteve perto de ampliar a vantagem em relação ao Sporting para sete pontos, mas o empate no Dragão deixa tudo igual no topo da tablea classificativa.

Questionado sobre o sentimento agridoce, o central Thiago Silva, mostrou-se tranquilo, em declarações à Sport TV após o final do jogo: «Acabou da mesma forma como começou. Em primeiro ligar, com quatro pontos de diferença para o nosso rival. O facto de sofrermos um golo no final senti um pouco de tristeza porque praticamente tínhamos os três pontos nas mãos. Mas, é dizer ao nosso público que nada mudou. Estamos no lugar onde queríamos estar, onde estávamos antes do jogo iniciar e ali permanecemos. Não ampliámos e nem diminuímos a vantagem. É ter tranquilidade e continuar a fazer o nosso trabalho, porque acredito muito nesta equipa e tenho certeza de que estamos no caminho certo.»

Thiago Silva viu grande parte do jogo a partir do banco, foi lançado aos 63 minutos, e concordou que foi um jogo muito fechado, com poucos caminhos para a baliza contrária, tanto de um lado como do outro.

«Confesso que sim. É um jogo muito estratégico. Parece um jogo de xadrez. Passei recentemente por Inglaterra e tenho visto alguns jogos, parecia muito o Manchester City e Arsenal quando jogam. Muito estratégico. É o respeito mútuo de ambas as equipas. Mas, acho que tivemos o controlo praticamente do jogo nas mãos. Criámos algumas situações, eles foram pressionar um pouco no final, em função do resultado negativo, o que é válido, mas, infelizmente saímos com um empate, porém, ainda em primeiro», realçou.

O Dragão explodiu no momento do 1-0, marcado por Fofana. Que mensagem surge anexada a esta explosão vinda das bancadas?
«Temos de ser humildes, com muita sabedoria e respeito pelos nossos adversários e rivais. Acredito muito nesta equipa, como já disse. Estamos no caminho certo. Espero que a explosão maior seja no final da competição. Isso sim, será um prémio não só para mim, que voltei agora para o clube, mas para os adeptos, que estão de parabéns», respondeu.

O brasileiro não escondeu que a vitória era o principal objetivo, mas não perder era fundamental: «Temos de jogar conforme o jogo pede. Hoje a equipa que teria a obrigação de ganhar para diminuir a desvantagem seriam eles. Nós pelo jogo que temos, pelo que temos vinda a apresentar esta temporada, principalmente por jogar em casa. Temos de saber lidar com os momentos. Não se ganha campeonatos num jogo. Nos dois jogos com o Sporting fizemos quatro pontos, ganhámos lá e empatámos aqui. Se mantivermos esta distância, fazendo o que temos vindo a fazer, temos tudo para acabar a época de uma forma feliz.»

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Fofana estreou-se com um golo, você também está muito bem integrado. Qual é o segredo destas adaptações tão rápidas?
«É o acolhimento do público, dos adeptos, da equipa técnica, dos jogadores, do presidente. Fiz o meu primeiro jogo contra o Benfica, após o meu regresso ao clube, e parecia que nunca tinha saído daqui. E esta sensação acho que o Fofana também sentiu hoje, foi premiado com um golo, espero que nos próximos jogos eu possa ser premiado também», reagiu.