Sporting: «Para voltarmos a ganhar será ainda mais difícil do que as últimas duas épocas», diz Rui Borges
Foi há pouco mais de um ano que Rui Borges chegou ao Sporting. Apresentado treinador dos verdes e brancos a 26 de dezembro de 2024, levou o leão ao bicampeonato e à dobradinha. Mudou o sistema de Ruben Amorim, voltou a ele e esta época meteu de vez o seu cunho, um 4x2x3x1 associativo que os leões interpretam como ninguém.
«Sim, claramente que sim», respondeu o treinador em entrevista à Sporting TV, quando questionado se a equipa interpreta a maneira do técnico ver futebol.
«É uma equipa que está à nossa imagem e que também nos ajudou enquanto treinadores a melhorar, a procurar, a entender como é que poderíamos ser melhores», reconheceu Rui Borges e acrescentou: «Vamos buscar algumas particularidades individuais e coletivas em que se sentem também mais confortáveis. Isso dá uma mobilidade e uma variabilidade à equipa muito grandes, o que torna a equipa melhor, mais capaz, e isso é demonstrativo nos jogos que temos feito.»
E agora sem Gyokeres, são Luis Suárez e Fotis Ioannidis quem permite jogar mais dessa forma? «O Viktor é um monstro, marcou uma época de Sporting e de campeonato português. A sua particularidade individual, o decidir um jogo a qualquer momento… não é que o Luís e o Ioannidis também não o consigam. O Viktor é muito específico e no seu individual claramente tinha muita força na equipa, no campeonato… Mas talvez o Fotis e o Suárez vão mais dentro daquilo que nós perspetivávamos para a nova época, para aquilo que são as dinâmicas da equipa», reconheceu.
«O Pote [Pedro Gonçalves] está a fazer uma grande época, o Trincão outra grande época, o Maxi também, o Suárez, o Fotis está a aparecer… O Morten [Hjulmand], o nosso capitão, uma grande época também, acho que se têm valorizado muito mais individualmente pelo coletivo e isso a mim deixa-me feliz», apontou o técnico.
E golos, muitos golos marca este Sporting — 72 em todas as competições, 46 contabilizando o campeonato. «Eles sabem que para voltarmos a ganhar será ainda mais difícil do que as últimas duas épocas. Estão sempre à procura de ser melhores e isso é demonstrativo no nosso dia a dia, claro, mas nos jogos também. É uma equipa que não se cansa de ganhar, é uma equipa que respeita os adversários e só por isso é que conseguimos talvez ser o melhor ataque, porque respeitamos o adversário», explicou Rui Borges.
«Têm uma ambição enorme de continuar a ganhar. Por isso, para mim, nessa parte acredito também que passa muito por aquilo que é a nossa comunicação, a nossa liderança. Mas sou um treinador feliz porque tenho um grande grupo de trabalho», disse ainda Rui Borges.
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