Foto: Manuel de Almeida/LUSA
Foto: Manuel de Almeida/LUSA

Ser feliz custa muito: Sporting vence Benfica e adia decisões do título

Leões tiveram em dois minutos a eficácia que lhes faltou durante toda a final. Águia marcou primeiro, ainda acreditou, mas não conseguiu selar a conquista do bicampeonato

Aguenta, coração. O Sporting venceu o Benfica por 3-2 no jogo 4 da final do play-off da Liga e forçou a negra.

.As contas eram fáceis de fazer. O Benfica precisava de um triunfo para conquistar o bicampeonato. O Sporting, ainda assim, não queria deixar os encarnados celebrar no João Rocha pelo segundo ano consecutivo e começou mais perigoso.

Os leões subiram também os níveis de agressividade e aos quatro minutos já tinham cometido três faltas. A falta de frieza na finalização voltou, porém, a assombrar os comandados de Nuno Dias.

Quando o Benfica não limpava o perigo, os jogadores dos leões desperdiçaram. Diogo Santos esteve perto de ser feliz aos 6', mas atirou ao poste... tal como já tinha feito no Pavilhão da Luz.

Léo Gugiel voltou a ser um balão de oxigénio para as águias e segurou o nulo nos primeiros dez minutos com defesas de salto nível. O Benfica soltou-se ofensivamente na segunda metade, mas seguiu o exemplo pouco eficaz do rival.

Silvestre podia ter sido herói após aos 11', mas, sem Bernardo Paçó na baliza, esbarrou em Valério, que defendia as redes leoninas como podia. O Sporting respondeu com um falhanço inacreditável de Rocha, à boca da baliza, três minutos depois.

Todos rematavam, mas ninguém conseguia festejar... até aos 18'. Kutchy ficou esquecido ao segundo poste e, na sequência de um canto, inaugurou o marcador para as águias. O ala de 23 anos falhou o bis segundos depois. Crédito para Bernardo Paçó. Bicampeonato mais perto da Luz.

No último suspiro da primeira parte, Gugiel facilitou, mas, em cima da linha, recolheu a bola e evitou o golo do empate de Diogo Santos.

As duas equipas entraram na segunda parte com a mesma intensidade e fome, mas com mais eficácia. 30 segundos tinham sido jogados quando Zicky Té serviu Pauleta para o golo do empate. Jogada incrível dos leões.

A vitória custava caro, mas todos queriam comprá-la. Merlim quis fazê-lo à bomba. A trave negou um monumento (23'). Na outra baliza, segundos depois, Jacaré quis testar os foguetes encarnados, mas Bernardo Paçó foi quem voou para o infinito e mais além.

O ritmo de jogo baixou a partir daí até à próxima criação de Zicky Té. O pivot luso serviu mais os colegas do que rematou e o Sporting bateu nos ferros. Valério teve a glória ali tão perto, mas acertou no poste.

O Benfica voltou a repetir a receita da primeira parte e agigantou-se nos minutos finais. Bernardo Paçó segurou o empate com um par de boas defesas. O resultado arrastava-se até que apareceu Zicky.

O pivot leonino esteve imperial a servir os colegas e, aos 34', finalmente teve um destinatário à altura. Diogo Santos, quase sem querer, emendou mais um original Zicky Té para o fundo das redes do Benfica. Que falta o pivot de 24 anos, que viu o quinto cartão amarelo, vai fazer na negra.

O Sporting ganhou confiança com o golo marcado e, tal como nos três dérbis anteriores, marcou outro de rajada. Na sequência de um livre, Tomás Paçó ampliou a vantagem aos 36'.

O Benfica apostou no 5x4 e foi recompensado a dois minutos e meio do apito final. Diego Nunes, no papel de guarda-redes avançado, rematou cruzado e relançou o dérbi. O Sporting foi novamente encostado às cordas, aguentou e segurou um triunfo que renova as esperanças na conquista do título.

Os leões festejaram a vitória que empata a eliminatória no último jogo da carreira de João Matos na casa de uma vida.

A negra está agendada para domingo, às 20h, no Pavilhão da Luz. Quem vencer, conquista o campeonato.

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