Santa Clara: Petit, seduzido pelo projeto, promete uma equipa ambiciosa
A estreia de Petit no banco do Santa Clara está agendada para este sábado (15h30) na Reboleira com o Estrela da Amadora. Na antevisão do treinador que sucede a Vasco Matos no comando técnico dos açorianos, ficou clara a mensagem que Petit quer passar aos seus jogadores: uma ideia de jogo, exigência nos comportamentos e paixão em jogar futebol.
«Foi o desafio de estar envolvido com o futebol. Já estava há algum tempo parado e a ideia e o projeto do clube, que é bom e aliciante. Fui muito bem recebido pela estrutura, pelos jogadores e apelos açorianos e na Gala [dos 105 anos do clube] deu para ver o que é os Açores e esta região. Estou feliz, é um desafio novo, um ciclo diferente, estamos aqui para dar o nosso melhor», afirmou o treinador, sobre as razões que o fizeram aceitar o convite do Santa Clara.
Sobre promessas, apontou à ambição na conquista dos três pontos em todos os jogos. «Dia a dia sermos melhores, trabalharmos e jogo a jogo conseguir sempre lutar pelos três pontos, uma equipa sempre ambiciosa, com um a ideia de jogo bem vincada e que os jogadores desfrutem da mensagem que passamos no dia a dia. Sabemos da responsabilidade que é a Liga, temos 14 jogos pela frente, o nosso objetivo é sempre melhorar os jogadores e trabalhá-los da melhor forma para preparar cada jogo para lutar pelos três pontos. É isso que prometemos aos nossos adeptos», disse.
Petit foi abrangente na resposta sobre importância de um triunfo diante do Estrela da Amadora, até porque os açorianos ocupam o lugar de playoff e recebem o Benfica na 22.ª jornada. «Todos os jogos são importantes e a mensagem que eu passei quando cheguei foi transmitir a nossa ambição, que é lutar sempre pelos três pontos. O próximo jogo é amanhã contra o Estrela da Amadora, uma equipa que já analisámos – e, como treinador, tive tempo suficiente para analisar as equipas. Há detalhes que podem suceder, como a entrada de jogadores, mas o fundamental para nós, enquanto equipa, é que os jogadores saibam o que passámos para eles: a nossa ideia, o que queremos, os comportamentos ofensivos e defensivos, a alegria e o prazer de desfrutar. É essa a mensagem que temos passado. Nestes quatro dias deu para ver que é um bom grupo, que quer trabalhar, que tem qualidade em termos individuais e o coletivo vai-se tornando mais forte. Isso temos de trabalhar aos poucos, seja no campo ou no balneário, o importante agora é focarmo-nos no jogo de amanhã, que é o mais importante.»
Petit abordou ainda o seu histórico como treinador, habituado a entrar em equipas a meio da época e em que estão em necessidade de vencer. «Os desafios são diferentes por cada clube que passamos, independentemente da tabela classificativa, o mais importante é saber aquilo que da equipa, em termos individuais, coletivos, aquilo que eles podem dar. Este desafio foi um pouco isso, porque achamos que há qualidade e matéria para fazermos um bom trabalho. E a minha experiência, enquanto ex-jogador e agora como treinador já com alguns anos e muitos jogos na Liga, o foco é trabalharmos, sermos exigentes nos nossos comportamentos, confiança na nossa ideia e transmitir isso aos jogadores. Nós queremos ser rigorosos nos comportamentos, tanto em termos defensivos como ofensivos, e uma palavra que nunca pode fugir é o compromisso e a atitude e isso faz parte do meu ADN de treinador», apontou.
«Os resultados não ajudaram, há uma história para trás e bem feita pelo Vasco [Matos] que conseguiu subir à Liga e meter a equipa nas competições europeias, acho que foi um trabalho bem feito, os ciclos fazem-se disso e por isso é que eu estou aqui. Agora começámos do zero, encontrei os jogadores recetivos ao que queremos transmitir, que á a nossa ideia de jogo, os comportamentos. Mas acima de tudo o que eu quero, é que estes jogadores desfrutem, o futebol é termos os comportamentos que nós queremos, mas se não tivermos prazer e alegria, não temos condições para jogar. E eu quero é que eles se divirtam, porque toda a gente erra no futebol, seja treinador, jogador ou diretor. Temos é de aprender com os erros, tentarmos sempre evoluir», afirmou, sobre que equipa encontrou no Santa Clara.
Sobre o sistema tático que irá implementar e se manteria o de três centrais adotado por Vasco Matos, foi evasivo: «Eu já trabalhei em vários sistemas de jogo nos clubes por onde passei: 3x4x3, 4x3x3, 4x4x2 clássico. O importante é tirarmos partido de cada um. Olhar para eles, ver a qualidade individual de cada jogador e olhar também para as dinâmicas e ver a relação dos corredores, zona central e lateral, onde os jogadores possam tirar melhor partido, para que depois o coletivo seja mais forte. Mas não vejo muito pelo sistema, mas sim pelos comportamentos e ideias que transmitimos. Pose ser num 4x3x3, num 3x4x3, o importante é que saibam que têm que estar sempre compactos, organizados e tenham paixão por aquilo que estão a fazer. Acima de tudo, que tenham uma ideia de jogo, que tenham ou possam ter mais bola, que possamos pressionar para estarmos mais perto da baliza do adversário. Esses comportamentos têm de estar presentes amanhã. Agora se é em 3x4x3 ou 4x4x2, amanhã irão ver.»