O FC Porto não admite abrir mão das suas principais peças no mercado de inverno - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+
O FC Porto não admite abrir mão das suas principais peças no mercado de inverno - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+

Samu e o Tottenham, Alberto e o PSG: a posição do FC Porto para janeiro

SAD coloca rótulo de inegociável no núcleo duro do plantel. Porta fechada a eventuais saídas de indiscutíveis e outros jogadores importantes no mercado de janeiro, com as cláusulas de rescisão a darem conforto. Título nacional é prioridade absoluta

O mercado de inverno abriu oficialmente na quinta-feira, primeiro dia do ano, e as primeiras notícias mais palpáveis a envolver o FC Porto tiveram como protagonista... o treinador. Francesco Farioli foi apontado como alvo do Chelsea para a sucessão de Enzo Maresca, mas, como A BOLA escreveu, nesta fase não há abertura dos dragões para abrir mão do homem do leme, nem o próprio técnico cogita a hipótese de deixar a missão delineada para a presente época a meio. Um cenário muito semelhante ao que se aplica ao núcleo duro do plantel para este mês de janeiro.

A SAD liderada por André Villas-Boas não equaciona perder nenhum dos indiscutíveis do plantel, assim como outros jogadores de elevada importância, que, mesmo que não joguem sempre, têm papel de relevo tanto dentro do campo como fora dele.

Assim, apurou o nosso jornal, a espinha dorsal do líder do campeonato — ou, por outras palavras, os habituais titulares — tem porta fechada à saída nesta janela de transferências, a menos que, como dita a lei do mercado, surjam clubes dispostos a bater as cláusulas de rescisão (ou muito perto disso). Mas essa é uma possibilidade que não tira o sono à estrutura portista, salvaguardada por valores elevados e contratos de longa duração. A título de exemplo, entre os 15 jogadores mais utilizados por Farioli, nenhum jogador termina o respetivo vínculo antes de 2028, sendo que até Pepê tem opção de renovação por mais um ano, ou seja, até 2029.

Como tal, os rumores que têm dado conta de uma possível investida do Tottenham por Samu, ou um eventual ressurgimento saudita por Rodrigo Mora não constituem motivos de apoquentação nos escritórios do Estádio do Dragão. Froholdt e Alberto Costa são outros exemplos: o primeiro desperta atenções na Premier League, mas já atuou por dois clubes em 2025/26 e está blindado por 85 milhões de euros; o lateral-direito, por sua vez, agrada a PSG e Inter, mas não pensa deixar o FC Porto em janeiro, nem os azuis e brancos tencionam negociar mediante potenciais propostas. No caso do camisola 20, a cláusula é de €65 milhões.

Esta postura da SAD está umbilicalmente ligada àquela que há muito foi definida como prioridade para a temporada em curso: o plano desportivo, assente na conquista do título de campeão nacional e consequente regresso às lides de UEFA Champions League. Nesse sentido, Villas-Boas e Farioli estão em total sintonia. A vantagem de cinco pontos na liderança da Liga não dá azo a escorregadelas e é fulcral manter a base da equipa para atacar a segunda parte da época e retocá-la em posições restratégicas. Sob esse desígnio, Thiago Silva foi contratado ainda em dezembro e os dragões continuam ativos em busca de um extremo — Oskar Pietuszewski é dossiê em risco — e, mediante oportunidade de negócio, um avançado para render o lesionado Luuk de Jong, de fora até ao final da temporada.

Saídas? Poucas... se houver

O facto de a porta estar fechada para as principais peças do plantel do FC Porto não significa que não se registem saídas no Dragão até ao final de janeiro. Como A BOLA adiantou em tempo oportuno, Tomás Pérez pode ser emprestado para ganhar rodagem, ele que ainda não somou qualquer minuto de competição sob as ordens de Farioli.

O médio-defensivo, que só atuou pela equipa B e disputou o Mundial sub-20 pela Argentina, está recetivo a essa hipótese e pode não ser o único. A provável chegada de um novo extremo deve reduzir (ainda mais) o espaço de Yann Karamoh nas contas da equipa principal, pelo que, mediante o surgimento de uma oferta, há abertura a negociar. Contudo, fora estes dois casos, pouco mais deverá acontecer...

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