Volta a estalar a polémica nos saltos de esqui (IMAGO)
Volta a estalar a polémica nos saltos de esqui (IMAGO)

Especialista em alargamento peniano ajudou atleta antes dos Jogos Olímpicos

Médico não revela a identidade, mas diz ter injetado «uma dose importante de ácido hialurónico» no pénis deste desportista

Um médico italiano, especialista em alargamento peniano através de injeções de ácido hialurónico, confirmou ter ajudado um atleta de saltos de esqui semanas antes dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, reacendendo a polémica sobre o uso desta substância no desporto.

O Dr. Alessandro Littara, contactado pelo jornal norte-americano USA Today, admitiu ter realizado o procedimento, que consiste na injeção de ácido hialurónico no pénis para aumentar a sua circunferência e, assim, a área de superfície do fato, que resulta em saltos mais longos. A revelação surge numa altura em que a Agência Mundial Antidopagem (WADA) investiga o caso, embora a Federação Internacional de Esqui considere as alegações como meros «rumores».

Num e-mail enviado ao referido diário, o médico confirmou a intervenção. «Relativamente à informação em questão, tratei efetivamente um atleta desta modalidade, cujo nome e nacionalidade, obviamente, não revelarei, nem se participa nestes Jogos Olímpicos», escreveu Littara. «Posso, no entanto, precisar que o tratei no mês passado e que utilizei uma dose importante de ácido hialurónico».

Segundo o especialista, o atleta alegou motivos médicos para a intervenção, afirmando que se sentia constrangido nos balneários ao mudar de roupa junto dos seus adversários, e não que procurava melhorar o seu desempenho desportivo.

Fizemos um bom trabalho e implantámos uma dose mais do que generosa de ácido hialurónico. O resultado é imediato, pelo que o atleta pode usar o novo fato de competição passados apenas alguns minutos.

Apesar da justificação, o médico italiano expressou algumas reservas. «Não posso dizer se ele me disse toda a verdade», admitiu. «Mas, em todo o caso, fizemos um bom trabalho e implantámos uma dose mais do que generosa de ácido hialurónico».

Alessandro Littara, que afirma ter realizado mais de 3.000 procedimentos semelhantes, explicou que os efeitos são imediatos e não impedem a competição. «O resultado é imediato, pelo que o atleta pode usar o novo fato de competição passados apenas alguns minutos», detalhou, acrescentando que é impossível detetar posteriormente se um atleta recorreu aos seus serviços.

Desta forma, mesmo que as autoridades desportivas decidam proibir esta prática, o sigilo médico e a impossibilidade de deteção tornam difícil identificar os atletas envolvidos ou reverter quaisquer resultados, deixando no ar a dúvida sobre se uma medalha olímpica em Milão-Cortina poderá ter sido influenciada por este método.