Janeiro já tem muito para decidir
2025 já ficou para trás, muitos balanços foram feitos mas o calendário de janeiro está de tal forma sobrecarregado que nem sequer há tempo para fazer grandes reflexões. E, depois do polémico empate em Braga, que na Luz se garantiu ter-se tratado de uma vitória, o Benfica entra em 2026 entre a espada e a parede e José Mourinho e os jogadores terão pela frente um mês verdadeiramente infernal. Jogos com SC Braga e possivelmente Sporting na Taça da Liga já na próxima semana, deslocação ao Dragão para a Taça de Portugal e a Turim na Liga dos Campeões antecederão a receção de honra ao Real Madrid, no último jogo do mês.
Na Liga, Estoril (c) Rio Ave (f) e E. Amadora (c) aparentam ser jogos de menor grau de exigência, mas o passado recente dos encarnados no campeonato obriga a muitas cautelas, pois foi com Santa Clara, Casa Pia e Rio Ave, precisamente, que se registaram três inaceitáveis tropeções para quem quer lutar pelo título. Só aqui ficaram seis dos dez pontos de atraso e à águia de pouco valerá continuar a pressionar o botão da vitimização e das arbitragens, porque isso não tornará a equipa mais competente e algo terá de mudar para que a temporada não fique praticamente sentenciada no final do mês.
A distância para a liderança já é de dois dígitos e ainda nem a primeira volta acabou, a missão na Champions está muito difícil mas não impossível e as Taças serão, por isso, boias de salvação para que, como em épocas anteriores, os últimos meses não sirvam para sacudir as culpas do capote e prometer que em 2026/2027 tudo será diferente.
Se na Luz o ano começa com nuvens muito cinzentas, no Dragão e em Alvalade o mood é outro, pelo menos até ao clássico aprazado para o início de fevereiro, porque dragões e leões têm passeado em muitos dos jogos no campeonato e parece difícil que até lá existam escorregadelas. O Sporting de Rui Borges está bem e recomenda-se, inclusivamente na Champions, mas terá de corre atrás do cinco pontos para o tão desejado tri.
Quando jogou bem, o FC Porto ganhou, assim como ganhou quando jogou menos bem e até mal, e a consistência que Francesco Farioli conseguiu entregar à equipa é admirável e merecedora de que Villas-Boas o premeie com alguns presentes no mercado. É dessa regularidade que se fazem os campeões, porque nem sempre é possível mostrar futebol champanhe. Será interessante perceber que gestão fará o italiano quando a Liga Europa entrar nas fases a eliminar.