Félix Correia: «Um grande é um grande, nunca vou excluir Benfica ou FC Porto»
— Olhando para trás, que clique é que se deu ao voltar a Portugal pela porta do Marítimo?
— Tenho de agradecer muito ao Gil Vicente e ao Marítimo. Ao Gil pelo papel que me deu no clube. No Marítimo foi negativo a nível coletivo, com a descida de divisão, mas também me deu muita maturidade. No Gil Vicente, o diretor desportivo da altura, Tiago Lenho, e as pessoas do clube foram vendo de onde é que eu vinha e deram-me um papel muito importante. Foi o que pesou e me ajudou mais, porque tinha de me mostrar. Tinha uma responsabilidade muito grande e um grande peso nas costas a nível desportivo. Esse foi o maior clique, porque tive de mudar algumas coisas e crescer, mas fez-me bem.
— Quem pode ser o próximo jogador a dar o salto no Gil Vicente?
— Para mim, é o Pablo. Mesmo no ano passado já era diferenciado. Agora acredita muito mais nele. Quando falávamos,dizia-lhe sempre que ele era fora do normal, só tinha de acreditar um pouco mais. Esta época, já lhe deram um papel diferente. É o segundo ano, está comprado pelo clube e a confiança e estabilidade são outras. O Pablo é um craque.
— Pessoalmente não tive contacto, mas soube que houve conversas com os meus empresários, como é normal. Sempre disse aos meus agentes: quando tiver de ser, será. Quando tiverem me quiserem abordar vou estar pronto e falarei sobre isso. Mas não houve nada que chegasse a mim. Quanto ao futuro, formei-me no Sporting, mas uma coisa não tem a ver com a outra. Nunca vou excluir os outros clubes, um grande é um grande. Há carinho pelo Sporting, mas não excluo os outros dois por ter jogado lá.
Artigos Relacionados: